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Uberaba, 22 de outubro de 2019 -

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João Eurípedes Sabino

Silvério Cartafina Filho

Tive e tenho vários amigos. De cada um deles tenho um fato que cimenta a nossa amizade. Dr. Silvério Cartafina era prefeito de Uberaba em 1980 e eu, um jovem engenheiro de uma instituição financeira. Na mira do gerente para sofrer gigantesca injustiça, recorri-me ao então prefeito, rogando-lhe a sua intervenção para sustar aquela possível barbárie. Ato contínuo, Dr. Silvério e seu chefe de gabinete Reynildo Chaves Mendes foram pessoalmente ao meu local de trabalho e sufocaram o intento do gerente em seu nascedouro.

“Se eu não for atendido, encerrarei meus negócios com o seu banco!”, bradou Silvério. Tudo desfeito graças ao homem que demonstrou a mim a mais profunda amizade. Visou ele o quê? Só a amizade.

Quando a notícia do seu passamento em 12/06/2019 me veio, senti o mundo desabar. Silvério não era homem de meias palavras e de decisões vacilantes. Um dia o cumprimentei pelo Dia dos Pais estando ele em plena lida na fazenda. Senti a sua emoção face ao meu simples gesto.

Estas palavras revestidas de gratidão são poucas para expressar o que lhe devo desde os seus tempos de médico do SAMDU, no início da década de sessenta. Uberaba perde um de seus filhos mais ilustres, que tanto fez para vê-la onde está. Obrigado, Dr. Silvério! Se cheguei até aqui foi porque suas mãos removeram uma “pedra no meio do meu caminho”.

Meus sentimentos pela sua partida expresso à sua esposa, D. Teresinha, aos filhos, nora, genros, netos e bisnetos. Seus amigos choram em coro nesse momento. Uberaba está de luto. Sempre estarei pronto para servir a seus descendentes. A vida segue e eu seguirei vivenciando a sua lacuna impreenchível. 

Busquei estas palavras no meu mais íntimo sentir para dedicar ao homem que vi materializar como poucos a frase que um dia ouvi de Luiz Manoel da Costa Filho: “Companheiro é companheiro, não chega por último e nem por derradeiro. Chega primeiro!”.

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