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Uberaba, 20 de outubro de 2019 -

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Euseli dos Santos

5 de junho – Dia do Meio Ambiente

O tema da ONU deste ano para celebrar o Dia do Meio Ambiente é a Poluição do Ar. Você sabia que cerca de 7 milhões de pessoas morrem prematuramente em decorrência da exposição aos poluentes? No caso, se continuarmos a “menosprezar” esses índices estaremos condenados a morrer sufocados pela nossa própria ignorância. 

Tomados de um despertar de consciência sobre a corresponsabilidade de cada um na preservação ambiental, existem cada vez mais ações e investimentos no combate às práticas que causam prejuízo ao planeta.

Curiosamente, o Brasil está caminhando na contramão, as autoridades não só estão deixando de protagonizar Convenções, Acordos e Tratados mundiais, como também entendem por bem simplesmente subtrair a Subsecretaria-Geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia que, entre outras prioridades, era encarregada pela Divisão da Mudança Climática.

Não pense que o “descanso” das lideranças nacionais represente a diminuição da degradação dos ecossistemas, o fim do desmatamento ou mesmo a redução da emissão de partículas na atmosfera. Ações predatórias ainda acontecem em demasia, a fiscalização ainda é pouca e ineficiente e as leis contra os crimes ambientais continuam frouxas.

Fala-se pouco – ou quase nada – sobre ações que envolvem a proteção do meio ambiente. Você sabe por quê? Ambientalismo não é mais a bola da vez. O mais próximo do tema são as causas ligadas aos cães e gatos, que nos últimos anos alcançaram um status na sociedade, transformando o nicho de pets em uma indústria multimilionária. Os animaizinhos reinam dando a impressão que meio ambiente se resume somente aos peludos domesticados.

Calma, pessoal! Não pensem que estou contra a causa dos animais. Longe disso! Aqui na cidade é notório meu respeito e amor por eles. Inclusive, minha esposa e eu adotamos vários cachorros e gatos de rua. Mas sei que eles são apenas uma pequena parte de um ecossistema enorme que habita toda a extensão do planeta Terra. Quem está arregaçando as mangas pelos biomas que estão desaparecendo pouco a pouco? Alguém se lembra das centenas de espécies em extinção que podem deixar de existir? Sem contar o uso indiscriminado de água potável, a poluição dos mares e rios e, consequentemente, a morte de milhares de habitantes. Quem está cuidando do ar que respiramos?

Estamos vivendo a época do engajamento, da singularidade, do empoderamento feminino, da defesa das minorias, o que é excelente. Nunca estes tópicos e grupos tiveram tanta visibilidade e foram discutidos com tamanha profundidade. Já era hora de lutar por e para eles! Só que não devemos abandonar outras áreas que carecem de ações e são tão urgentes quanto outras batalhas. 

O meio ambiente pede SOCORRO e ajudá-lo só depende de nós! Se não refletirmos sobre isso e estudarmos melhores práticas de sustentabilidade, nenhuma luta terá propósito. Do contrário seremos hipócritas verborrágicos, defensores dos próprios interesses com uma máscara de oxigênio na cara, para não morrermos asfixiados pelo ar insustentável dos poluentes.

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