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Uberaba, 20 de outubro de 2019 -

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Euseli dos Santos

Voto consciente

Pelo sistema brasileiro, as eleições acontecem a cada dois anos, mesmo assim, muitos votam reclamando de forma mecânica, simplesmente por ser obrigados a votar. E pensar que o voto foi uma conquista dos nossos antepassados, que custou batalhas, muito sangue foi jorrado, até vidas foram perdidas para hoje termos o direito de escolher nossos governantes e representantes. Tantos entraram em combates, deram suas vidas, para hoje usufruirmos o direito de votar e escolher aqueles que nos representará em todas as esferas. 

Foi uma conquista vangloriada pelos primeiros eleitores, que, com muito orgulho, empunharam suas cédulas de votos nas urnas – ou algo que representasse uma urna eleitoral. Isso aconteceu para os homens. As mulheres ainda tiveram de travar muitas lutas para receber o benefício do voto. Essas guerreiras receberam o nome de sufragistas. Graças a elas, as mulheres também começavam a ser reconhecidas como cidadãs. Eleitores e eleitoras, já pensaram sobre isso?

No caso, se ainda não, talvez seja um momento oportuno para repensar sua conduta de eleitor; refletir sobre a importância do voto consciente. A alienação tem custado caro ao povo brasileiro. Temos provas concretas de escolhas erradas tanto no Executivo quanto no Legislativo.

O voto consciente é um direito; aliás, olhando sob essa ótica, é um dever do cidadão. É nossa obrigação estudar e analisar o histórico dos candidatos. Votar não é gosto pessoal. Não vote porque você “vai com a cara” de determinado candidato, ou pelo fato de conhecê-lo pessoalmente.

Ao votar, analise e reconheça as características e as ações que o farão ser o melhor representante do povo. A melhor escolha entre os que se apresentam. Portanto, vamos assumir nosso papel de eleitores conscientes e, com isso, estaremos reverenciando as vitórias daqueles que em tempos atrás lutaram para conquistar o direito. Essa é a melhor forma de homenagear esses heróis do passado. 

Votando, todas as pessoas se igualam. Assim, o cidadão deverá exercer o seu direito ao voto e à democracia, expressando a sua opinião, fiscalizando e cobrando dos governantes políticas sérias e de boa gestão do dinheiro público.

Apesar de que possa parecer falha, não podemos abrir mão da escolha de nossos dirigentes e da democracia. Não devemos perder de vista os benefícios que tornam um regime democrático o mais desejável que qualquer alternativa a ele. 

(*) Advogado militante em Uberaba (MG)

 

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