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Uberaba, 20 de setembro de 2021 -

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Sandra de Sousa Batista Abud

Regras? Regras, sim!

 Aceitar regras? Elas são necessárias?

As regras são um quesito importante para a convivência?

O ser humano, hoje, encontra-se cercado de provocações cada vez maiores no meio social, familiar, profissional, onde tornou-se impossível não adotar ou aceitar regras para, simplesmente, sobreviver.

O que é regra?

Regra é o que foi determinado, é o que se tem como obrigatório pela força da lei, dos costumes.

Regra é o antônimo de confusão e, ao mesmo tempo, sinônimo de regulamento, de ritual, de preceituário, de instrução, de princípio, de norma, de lei.

As regras regulam, regem, dirigem os comportamentos.

As regras indicam também o modo adequado de falar e de agir em situações estabelecidas.

Regrar é traçar linhas ou normas sobre algum assunto ou acontecimento. Regrar é pautar comportamentos, é efetuar a contenção de algo ou fato, é comedir.

As regras existem em todos lugares e departamentos, mas o que é importante? Importante é saber que regras funcionam. Quem ainda não ouviu este dito popular: “A vida é um jogo que deve ser jogado de acordo com as regras”?

Houve um tempo, nos primórdios da humanidade, que as regras para viver em sociedade eram diferentes. O bom senso, o instinto, a naturalidade é que ditavam as regras. Há muito tempo já que a sociedade não é mais consequência do destino ou da sorte, mas sim regida por regras elaboradas por equipes específicas e, especificamente, para cada situação. Normas estas que, teoricamente, deveriam não só organizar, mas garantir o sucesso e o bem-estar da humanidade. Regulamentos foram surgindo para se enfrentar qualquer evidência ou fato, os quais deveriam ser seguidos por todas as pessoas, sem exceção. 

Por que as regras, os regulamentos?

A necessidade de organizar a vida em territórios bastante complexos e que estão em constante aumento de complexidades, tais como crimes, desemprego, doenças, educação, fome, trabalho, morte, política, pandemia entre outras, exige a elaboração de regras e condutas, sempre pensadas e criadas com o intuito de resolver as situações e acontecimentos problemáticos. Os conflitos e provocações na convivência familiar, profissional, social e política crescem paralelamente com o aumento da população e de situações complicadas. Em meio a tantas pressões da sociedade, surge ainda a enorme quantidade de notícias e informações que transitam nos meios de comunicação e sobretudo na internet, causando indecisão, confundindo e tornando as relações humanas cada vez mais desordenadas.

E então? Surge a necessidade de novas regras, normas diferentes, buscando solução para os conflitos do momento.

Quais são as regras que funcionam?

Seriam as regras elaboradas por equipes especializadas depois de ouvir e discutir com os interessados?

Seriam os regulamentos que visam, realmente, o interesse e os valores de todos ou da maioria?

Regras de convivência e de sobrevivência, tão necessárias atualmente, têm ainda como suporte princípios ancestrais que nortearam as primeiras regras da humanidade, como não matar, não roubar, respeitar as pessoas, proteger-se do desconhecido, temer o invisível...

A instauração de regras é essencial para o desenvolvimento da civilização, para a saúde e o bem-estar do ser humano e, graças às regras, é que as sociedades existem. Entretanto, se as normas são infringidas, torna-se necessária a substituição destes regulamentos por outros que garantam a ordem, a organização, a transmissão de conhecimentos e valores, a saúde.

A disponibilidade comportamental e intelectual é provocada, muitas vezes, por regras sem fundamento e pela democracia.

Sociedades distintas e complexas têm grande necessidade e urgência de normas que equilibrem direitos, deveres e privilégios.

Sandra de Sousa Batista Abud - Psicóloga Clínica - sandrasba@uol.com.br

 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ. O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.
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