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Uberaba, 20 de setembro de 2021 -

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Sandra de Sousa Batista Abud

Falando de Amor

Seria o amor o maior dos sentimentos?

Como seria amar incondicionalmente?

As afinidades e as diversidades nos relacionamentos enriquecem ou causam conflitos?

O que faz com que uma parceria dê certo, as semelhanças que unem ou as diferenças que se completam?

E o amor ao próximo?

Para o amor, do latim amore, vários conceitos existem. Assim, temos “dedicação absoluta de um ser a outro”; forte afeição de uma pessoa por outra pessoa, nascida de laços de consanguinidade ou de laços de relações sociais”; “afeto ditado por laços de família”; sentimento transcendental e religioso de adoração”; “uma atividade, e não um afeto passivo, é um erguimento, e não uma queda”; “sentimento individual e personalíssimo que traz complexidade por envolver componentes emocionais, cognitivos, comportamentais”; “sentimento que tem o poder de despertar, estimular, perturbar e influenciar o comportamento do indivíduo”...

O amor – afeição baseada em admiração, carinho, interesses comuns, como afinidades e companhia prazerosa e benevolente – destaca dois tipos de amor, o amor parental e o amor nascido entre um casal.

E as amizades profundas e sinceras?

A amizade – sentimento de grande afeição, simpatia, apreço, companheirismo, camaradagem – é um tipo de amor, e, segundo o poeta, amizade é quase amor.

Pode-se falar ainda do amor platônico, aquele isento de paixão carnal e do amor veneração, o amor como devoção e adoração a Deus.

No romantismo, a poesia e o amor se tornam a própria vida do indivíduo e aproximam o amor da morte, o que se expressa nos versos do poeta brasileiro Álvaro de Azevedo:

“Quero viver um momento

Morrer contigo de amor!”

No hinduísmo, religião indiana, o amor materno é a forma mais sublime e pura do amor, pois a mãe doa ao filho sem esperar nada em troca, o que torna este amor superior aos demais amores.

No budismo, “O ódio nunca poderá acabar com o ódio. O amor pode. Isso é uma lei inalterável”.

Para o ocidente, o amor romântico passou a ser o “amor verdadeiro”, o que efetivou o rompimento com a visão então preponderante do cristianismo de que o amor se prestava à reprodução e ainda conservando conquistas como liberdade de escolha do parceiro para todas as pessoas e, também, o lema de que para o amor não devem existir obstáculos.

Na sociedade moderna, o amor ocorre como componente indispensável à felicidade das pessoas.

Entre as emoções mencionadas nas letras das músicas populares predomina o amor, assim como nas novelas e nos filmes.

Este sentimento tão aclamado na concepção popular também possui significações e sentidos respectivos, como amor sexual, amor aos livros, amor ao dinheiro, amor à justiça, amor ao jogo, amor à diversão, amor à profissão, amor à pátria, amor a um partido político, amor ao bem, amor ao próximo... 

Amor ao próximo... Doar amor...

Quantas formas existem de doar este sentimento e fazer o bem... Pode-se simplesmente escutar o que as pessoas têm a dizer. Pequenos gestos como este significam muito para quem precisa.

Receber amor é maravilhoso!

Ofertar amor é maravilhoso, confortante, gratificante, edificante e nos aproxima de Deus.

Sandra de Sousa Batista Abud - Psicóloga Clínica - sandrasba@uol.com.br

 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ. O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.
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