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Uberaba, 11 de agosto de 2022 -

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Turismo Religioso

O varejo, de modo especial, vive extremamente antenado com as datas comemorativas e com a sazonalidade.

É nestas ocasiões que campanhas são geradas, as promoções são potencializadas e as propagandas recebem atenção especial. Exemplos: Dia das Mães, Festas Juninas e Natal.

Porém, existe um grande fator de alavancagem nas vendas e que nem sempre é bem aproveitado, que é o Turismo Religioso. À exceção das cidades com perfil eminentemente voltado a este tipo de visitação, como a cidade de Aparecida, em São Paulo, e Trindade, em Goiás, a grande maioria das cidades que possuem atrativos religiosos não sabe aproveitar devidamente, seja por uma política pública, seja pelo varejo de forma geral.

O turismo religioso pode ser entendido como uma atividade desenvolvida por pessoas que se deslocam por motivos religiosos ou para participarem de eventos de significado religioso.

O brasileiro é um povo de muita fé e que gosta de viajar. A fama de um milagreiro, um local de tratamentos, um centro de muita força espiritual, como exemplos, constituem destinos turísticos.

No Brasil há centenas de cidades que possuem igrejas importantes e históricas, que possuem ícones e lideranças religiosas, além de eventos que atraem muitas pessoas.

Todo esse conjunto movimenta a economia local, mas poderia ser bem melhor aproveitado se mais prefeituras enxergassem esse potencial, se as entidades de classe incentivassem os empresários e estes acreditassem que o turismo religioso é muito importante e pode melhorar os resultados do seu negócio.

Por todo o Brasil há pessoas de todas as idades viajando centenas de quilômetros para visitarem túmulos de padres e líderes espíritas; basílicas, catedrais, igrejas católicas e evangélicas e, também, centros espíritas, tendas e terreiros, entre outros.

A religião é escolha pessoal, mas, por todos os lados, vemos muitas pessoas se deslocando com o propósito Fé. E esse motivo literalmente “move multidões” e movimenta milhões. Seja em visitas pessoais, excursões, cavalgadas, peregrinações ou mesmo romarias. E onde há pessoas deve haver serviços públicos e um varejo pronto e preparado para bem servir.

Como resultado, milhares de turistas são mal atendidos, ficando sem opções de alimentação, pouco transporte, atividades extras e até mesmo hotelaria. Sem falar nos souvenirs e nos produtos locais que deixam de ser vendidos.

A propósito, na sua cidade há uma festa em homenagem ao santo padroeiro? Ocorrem encontros de igrejas evangélicas? Ou eventos evolvendo outras tantas religiões, quaisquer que sejam elas? E você sabe deste calendário? E se prepara para atender o turista?

Pois há, aí na sua frente, uma grande oportunidade para atender bem, servir a mais clientes e, de quebra, ajudar a construir o nome da sua cidade!

Bons negócios!

 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ. O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.
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