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Uberaba, 30 de junho de 2022 -

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Afinal, quem são os palhaços?

O semestre se finda, o ano se vai e os problemas continuam os mesmos neste período pandêmico. 2020 parece que se funde com 2021 e 2022. O tempo passa e as dificuldades permanecem as mesmas, às vezes tendem a se minimizar e logo recrudescem. A pandemia teima em permanecer e muita gente teima em ignorar. O pior de tudo, não se toma a vacina, aliás as vacinas, pois o quadro geral é alarmante no país e, se abandonamos os cuidados profiláticos, aí não tem escape.

Neste dilema, uns mais, outros muito mais, a renda vai escasseando e o cidadão vai se endividando para tentar sobreviver. O custo de vida está elevado; a inflação, nas alturas; o combustível, estratosférico; o alimento, impossível, e o emprego virou bico. O que fazem nossas autoridades constituídas? – Nada de fato ou muito pouco. O que vimos, apenas jogo de narrativas, decretos inertes, pressão do Legislativo sem eficácia e foco na eleição. Isto e apenas isto.

O mandatário maior quer CPI da petrolífera e abominava a CPI da vacina. Os atores são os mesmos, inverteu-se o lado do drama e o lado da comédia. O circo é o mesmo, com público e artistas se confundindo. Afinal, quem são os palhaços?

No exterior, a guerra continua e parece perder importância. O indigenista e o jornalista são vítimas de uma mesma engrenagem. Falta Estado, falta ordem, falta gestor para todo lado. O eleito para o Executivo, em qualquer esfera, parece se esquecer que o escolhido para gestor foi ele. A vida segue seus passos macabros e o povo, este reza e torce e paga caro nos dois campos.

A fé, o ingresso e os penduricalhos estão muito caros.

O bloco do eu sozinho segue a sina de remar muito para afundar certo. O líquido pode ser etílico; o gás, liquefeito, e o próceres vagueia, como diria Zé Ramalho em Frevo Mulher, “o olho cego vagueia procurando por um”. Aliás, artista, letra e música valem a pena.

Na parte boa da banda, a vida social da cidade se movimentou com o evento universitário da CIA. Achei incrível, voltei nos meus tempos da faculdade e curti de longe. O evento importante sobre vários aspectos não é unanimidade. Li, vi e ouvi elogios e críticas. A recomendação é simples: – otimizem os acertos e previnam os erros. Os jovens e a economia da cidade agradecem.

No campo social, venho parabenizar os Companheiros de Rotary, os parceiros de Lions e da Maçonaria pelo fechamento do ano 2021/2022, onde com certeza continuamos ajudando ao próximo e fazendo a diferença na vida das pessoas. Quem sabe o segundo semestre vem mais suave na nave. Afinal, são dignos os palhaços de ofício.

Karim Abud Mauad
karim.mauad@gmail.com

 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ. O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.
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