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Uberaba, 04 de dezembro de 2021 -

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Karim Abud Mauad

SEMPRE BRASIL

Setembro chega ainda sem as chuvas esperadas por alguns, já que a maioria as aguarda para novembro. Nesta toada, as flores ainda sofrem e nós também, pois, de uma forma ou de outra, temos que economizar e racionalizar o consumo de água e energia, seja pela falta do insumo principal, seja pelo excessivo valor cobrado nas contas notadamente de energia. No momento que se evita racionar de fato, sinto falta do horário de verão, já que qualquer pouco – torneira ou lâmpada – é muito.

O Planejamento brasileiro em qualquer área nunca foi nosso forte. O país paga este preço de não acreditar no planejamento tático, estratégico e operacional há séculos, diria que desde o seu descobrimento, em 1500. Não somos bons em políticas públicas, pois elas precisam de diagnóstico, de definições de causas e efeitos, enfim de estruturação das atividades. Planejar, implantar, medir e consertar é a tônica tão desprezada pelo Brasil (União, Estados e seus 5.570 munícipios), com honradas exceções, as quais eu não saberia nominar aqui. Navegar é preciso, já dizia Fernando Pessoa em um de seus mais memoráveis poemas. Planejar é vital para a soberania de uma Nação.

Esta dificuldade de planejar explica nossas inconsistências em se tratando de temas como a Pandemia, para ficarmos apenas na área técnica. Neste caso, não preciso nem mencionar a desarmonia quando se lida com a saúde, a ciência, a parte sanitária. Planejamento necessita de disciplina e organização, e tudo que temos são nossas limitações neste campo, inclusive. A vida pressupõe deveres e direitos e muita gente só quer gozar dos direitos, sem entender a urgência dos deveres. O Brasil, por estas e outras mazelas, clama por um binômio crucial, Educação e Cultura, acrescido de Civilidade.

Neste campo e sempre dentro das quatro linhas, espero ansioso a passagem do próximo 7 de Setembro, aqui e acolá, prioritariamente em São Paulo e Brasília, onde, com certeza, prevalecerão o bom senso, o respeito, a liberdade de expressão e a cordialidade outrora tão marcante em nosso povo. Ordem e Progresso, com equilíbrio entre todos os Poderes, sem uma vírgula ou um ponto a mais de qualquer natureza ou pendor.

Somos uma nação importante para o mundo e poderíamos ser mais se tivéssemos os requisitos descritos acima, mas isto não nos dá o direito de sermos tratados como Venezuela, Haiti, Afeganistão, e por aí vai. Aliás, nem eles deveriam ser tratados como são. O que espero? Um Brasil uno, soberano, com lideranças cientes de suas responsabilidades pelos atos que praticam. Quero continuar tendo o orgulho de ser brasileiro. Prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. Sempre BRASIL.

 

Karim Abud Mauad

karim.mauad@gmail.com

 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ. O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.
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