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Uberaba, 07 de dezembro de 2019 -

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Valdemar Hial

Obesidade: Um problema de Saúde Pública

Muito se tem dito e escrito sobre obesidade, mas nunca é demais voltarmos ao assunto 

Recentemente, pesquisadores britânicos publicaram na revista “American Journal of Public Health” (“Jornal Americano de Saúde Pública”) seus resultados obtidos em 76.704 homens obesos e 99.791 mulheres obesas. O estudo se concentrou no desenvolvimento do Índice de Massa Corporal (IMC). Com relação ao tratamento da obesidade, foram excluídas pessoas que se submeteram à cirurgia bariátrica. Antes de mostrar os resultados desse trabalho, explicarei como calcular o IMC:

IMC = peso corporal (kg) / altura (metro) x altura (metro).

Exemplo: uma pessoa pesa 70 kg e tem a altura de 1,72 metro.

. Altura x Altura= 1,72 x 1,72 = 2,958.

. IMC = 70 divididos por 2,958 = 23,66

 Classificação do IMC:

. Menor que 18,5 - Abaixo do peso

. Entre 18,5 e 24,9 - Peso Normal

. Entre 25 e 29,9 – Sobrepeso

. Entre 30 e 35 – Obesidade

. Maior que 35 – Obesidade Mórbida

Portanto, no exemplo acima, a pessoa está com peso normal.

Voltando aos pesquisadores britânicos, eles observaram que, durante a evolução do estudo, 1.283 homens e 2.245 mulheres conseguiram chegar a um peso corporal saudável. A chance anual de pessoas obesas (IMC entre 30 e 35) chegarem ao peso normal foi relativamente baixa. Somente uma em 124 mulheres e um em 210 homens tiveram êxito. Em pessoas com obesidade mórbida (IMC maior que 35), somente uma em 677 mulheres e um em 1.290 homens alcançaram um peso normal.

Como podemos observar, não é fácil perder peso quando se torna obeso. É preciso muita determinação para se chegar ao peso ideal. Não existe fórmula mágica para emagrecer. A única saída é comer menos e queimar mais, ou seja, uma menor ingestão de calorias e um aumento dos exercícios físicos. No entanto, o mais importante é se prevenir, mantendo o IMC dentro dos limites normais.

E aqui vai um lembrete aos pais: o sobrepeso e a obesidade em crianças e adolescentes são, ainda, mais graves, pois, nessa fase, haverá um grande aumento do número de células gordurosas e, portanto, o retorno ao peso normal é mais difícil.      

Pessoas com obesidade podem desenvolver pressão alta, diabetes tipo 2, doenças nas articulações e nas coronárias, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral, dificuldades respiratórias, cálculos biliares, infertilidade nas mulheres e até mesmo alguns tipos de câncer. Essas doenças, além do prejuízo para o próprio paciente, acarretam grandes gastos ao já combalido Sistema Único de Saúde.

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