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Uberaba, 04 de março de 2021 -

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Fernando Hueb de Menezes

Rogação

Vivo sonho sigo em frente, fome como assusta a gente.

Torço coração aguente, saio à lida devorar.

Franco encontro com a tristeza, desço a lassa tirolesa.

Só suplico à realeza, nossa brida rebentar.

Deus me arrasta, fora à casta. Pai me afasta a provação.

Trégua à angústia, sina espúria. Faça jus à criação!

Vem me afaga, vem me aclara, vem à luz da salvação.

Qual a zanga, qual a sanha, não me pene assim em vão!

Brigo, luto, persistente, corpo com ação valente.

Frente o embargo estridente, rasgo a vida recobrar.

Preso ao fardo da pobreza, enfadado à correnteza.

Rogo face à profundeza, fundo escuro lumiar.

Deus me arrasta, fora à casta. Pai me afasta a provação.

Trégua à angústia, sina espúria. Faça jus à criação!

Vem me afaga, vem me aclara, vem à luz da salvação.

Qual a zanga, qual a sanha, não me pene assim em vão!

Quis adormecer, esmorecer, fronte do fim.

Se, por merecer, faz tão valer ares jasmim.

Fiz enternecer, a dor trazer, fulgor em mim.

Me esplandecer, embelecer, som de Japim.

Vou remanescer, alvorecer flores, jardim.

E revivescer, me conceber frutos enfim.

(Letra da música Rogação, de minha autoria, em parceria com o grande músico Guto Hueb, que tem muito a ver com o momento que estamos vivendo. Breve, se Deus permitir, estará nos festivais de música pelo Brasil.)

Fernando Hueb de Menezes - Cirurgião-dentista, professor e pesquisador da Universidade de Uberaba - E-mail: fernando_hueb@hotmail.com

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ. O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.
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