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Uberaba, 22 de outubro de 2019 -

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Fernando Hueb de Menezes

De quem é o poder?

O mundo está desconforme. Impossível ficar alheio à quentura da sociedade diante de um cenário escancarado de mentiras e dissimulações. A informação é ágil. Ferramentas tecnológicas e redes sociais disseminam notícias que abalam, enojam e preocupam. O que está por vir? Sobreviveremos ao caos que a todo o momento nos atormenta?

Importante refletirmos. Muitas mentiras escondem verdades, mas muitas verdades são falácias minuciosamente arquitetadas, com o intuito de tão somente destruir, confundir ou engrupir. Estamos arrepiados e nos inflamamos em resposta a qualquer estímulo, muitas vezes sem aprofundarmos no tema. A atual conjuntura exige cautela. Não podemos ser omissos, mas ao mesmo tempo devemos nos desvencilhar das perigosas armadilhas, mascaradas pela sedutora necessidade de poder.

Aliás, de quem é o poder? Quem respeita o poder? Ou melhor, a quem devemos respeitar? Estamos vivendo um momento único na história. Armados com palavras e fatos, legítimos ou não, o povo clama por moralidade. Precisamos confiar em alguém. Em quem??? Nossas referências se desmoronaram. Nossas esperanças estão se esvaindo. Estamos exaustos... Mergulhados num emaranhado de teias, escravizados no miolo de um labirinto.

Podemos sonhar com mudanças? Realmente não sei. Talvez seja possível, mas a estrada é turva. As transformações devem ser profundas. Principiar na consciência de cada indivíduo, de cumprir a missão que lhe cabe, com ética e correção. Respeitar o espaço do outro e aceitar as regras. Ordem só será possível se houver disciplina. Deixemos o jeitinho de lado!!! Não existe maior ou menor transgressão. O incumprimento não aceita classificação. Simplesmente faça sua parte, tenha princípios e os transmita a seus herdeiros. A democracia prevalecerá, em sua plenitude, quando apartadas as ações demagógicas de ilusão social. E o poder? O poder a qualquer custo deve ser abolido da sociedade. Deverá, sim, um dia ser conquistado por quem de direito merecer, sustentado pelo respeito e confiança de uma sociedade, que no seu âmago ainda acredita ser possível dar a volta por cima.  

(*) Professor e pesquisador da Universidade de Uberaba; chefe de gabinete da Prefeitura de Uberaba
fernando_hueb@hotmail.com

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