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Uberaba, 17 de maio de 2022 -

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Os lutos nossos de cada dia

Outro dia me indagaram por que eu gosto tanto de falar sobre a morte e o luto. Respondi que é pelo fato de que sempre, em algum lugar, haverá um ser humano sofrendo pela perda de algo ou alguém, pela morte dos sonhos, pela perda de um emprego, de um amor ou até pela partida de um animal de estimação.  

Imbuída do desejo de colaborar na superação desse sofrimento, lancei na última segunda-feira, um livro com o mesmo título deste artigo, organizado sob a forma de perguntas e respostas para as dúvidas e dificuldades das pessoas enlutadas. 

Nele, fazemos uma verdadeira dissecação dos processos psicológicos de luto. O que sentimos, o que pensamos, o que experimentamos em nosso corpo e nossa mente, os desafios que enfrentamos, as tarefas que temos que cumprir para nos recuperarmos, entre outras coisas apontadas nos estudos da Psicologia do Luto. 

Para facilitar a leitura do livro em questão, procurei agrupar os lutos por diferentes tipos de vínculos, como perda do parceiro ou da parceira numa viuvez, a dolorosa perda de filhos, o luto vivido pela criança e o significado do sofrimento pela perda de amigos. 

Em termos práticos, tratamos de questões sobre o destino dos pertences de nossos falecidos, inclusive seus restos digitais, como vídeos, fotografias e perfis nas redes sociais; o que fazer com a dor da saudade, se calar ou falar a respeito; as ajudas disponíveis – sejam elas na forma de uma terapia especializada ou pela busca de consolo nas mensagens psicografadas. 

O mundo moderno nos traz novos recursos e informações para todas as situações e, assim, indico livros, filmes, sites e blogs que tratam do luto como forma de descortinar o tema nas mais variadas formas possíveis.  

Para concluir, a grande mensagem que penso não poder ficar de fora é a da esperança de que podemos, sim, nos recuperar do desequilíbrio provocado pelas perdas e seguir mais fortes com as novas experiências e aprendizados que elas acabam por nos obrigar a descobrir e, assim sendo, se você se encontra na fase crucial de um luto, saiba que esse período de desespero não é eterno e pouco a pouco, com paciência, você estará curando-se, da mesma forma que curamos nossas feridas físicas cicatrizadas...

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ. O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.
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