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Uberaba, 22 de maio de 2022 -

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Depois da nossa morte

Concluímos hoje a nossa trilogia sobre a cronologia da morte e do morrer que viemos tratando nas últimas três semanas. Já falamos sobre o antes e a hora da nossa morte, agora chegou a vez de refletirmos sobre o que vem depois e podemos, para isso, nos ater a duas vertentes. 

A primeira é o que acontece com o nosso corpo após a morte, muito bem descrita pela Tanatologia Forense, cujos estudos permitem definir tipo e condições da morte, bem como há quanto tempo ela ocorreu, e para muitos a questão do depois da morte termina com o sepultamento do corpo.

A outra diz respeito àqueles que acreditam que uma parte de nós permanece viva quando o corpo já não mais existe e é com estes a nossa conversa.

Estudiosa da Tanatologia nos últimos 20 anos, sei que as religiões, cada uma à sua maneira, tratam da vida após a morte, mas, dentro do tema que escolhi para minha pesquisa de mestrado, foi no Espiritismo que encontrei respostas para minha curiosidade em relação aos efeitos psicológicos da experiência de se buscar e receber mensagens psicografadas.

Segundo esta Doutrina, que é também uma Ciência, as pessoas quando desencarnam (deixam a carne, o corpo físico) passam a viver no mundo espiritual em sua condição de espírito que todos nós somos, e a chegada a este mundo é marcada por uma série de acontecimentos que foram categorizados pelo cientista italiano Ernesto Bozzano por meio de um estudo comparativo de aproximadamente 200 cartas transcendentais escritas em língua inglesa.

Segundo ele, cada espírito que desencarna é recebido por familiares ou amigos que o precederam; preserva sua forma humana; passa por um período de sono reparador em local semelhante a um hospital, visando se reequilibrar; relembra os fatos de sua existência; mantém seus afetos preservados; vive num mundo espiritual semelhante ao terreno; o pensamento se torna sua forma de comunicação e possui uma força que lhe permite ampliar sua visão espiritual, em como se locomove de um lugar a outro; a individualidade de cada um permanece e se vive segundo a lei da afinidade, ou seja, agrupado a outros com semelhante grau de evolução moral.

Algumas outras características da vida depois da morte – espiritualidade – são amplamente discutidas nos livros e estudos espíritas e que, apesar de não serem ainda de meu domínio, alguns se encontram resumidos na segunda edição do meu livro “Quando a Morte Nos Visita”, com lançamento programado para o dia 29 de outubro. 

Na próxima semana, encerrando essa “temporada” de artigos, estaremos, em comemoração ao Dia de Finados que se aproxima, tratando do assunto Luto. Fiquem atentos aqueles que se interessarem...

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ. O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.
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