JM Online

Jornal da Manhã 47 anos

Uberaba, 15 de novembro de 2019 -

BUSCAR EM TODAS AS SEÇÕES BUSCAR
Buscar

Articulistas

Outros Articulistas

Raissa Nascimento

Uma estação para o amor

Pensando nessa coisa de se apaixonar, acreditar na promessa de “se eu pudesse casaria hoje com você”, me veio a ideia de que o amor tem sua estação própria. Uma adolescente quando diz estar apaixonada e declara todas as outras coisas românticas e únicas que dizemos nessa fase, vive por algum tempo um sentimento tão rápido quanto uma folha levada pelo vento.

Como no inverno, quando procuramos algo para nos aquecer, algo para amenizar o frio fora dos cobertores, das fogueiras, dos agasalhos. Percebemos como essa garota viveu o seu “feliz para sempre”, que parece eterno todos os dias desde o primeiro beijo, tem alimentado as qualidades e novidades de uma pessoa que faz parte da sua vida há tão pouco tempo.

Deus diz que um sentimento que vale a pena um cristão se entregar é o amor. Aquele que não se apega aos defeitos, às opiniões sobre quaisquer assuntos, que faz o pensamento vagar, sonhar acordado. O amor é sofredor, pois abrimos mão de nós para completar um outro alguém. Um alguém mais doce ou mais insosso nas ideias, no tratar, às vezes alguém que não fale muito ou que dá a vida por um bom papo com alguém.

Os conflitos quando surgem parecem que o amor entra no outono. A satisfação plena de estar junto se parece com as folhas que caem nessa estação. Torna-se tapete para um caminho de consolidação. Então, descobrimos que os conflitos fizeram com que o amor se tornasse mais forte, mais presente. Assim como o verão, mais quente, estar perto para abraçar, para se deixar levar por um beijo mais intenso. O amor é sol e chuva no mesmo dia.

Um casal completando bodas de diamante e dizendo que tem suportado o companheiro por 40 anos. Tanto tempo juntos, já passaram por todas as estações. E agora escolheram a primavera. Florida, mesmo com conflitos, chovendo. Às vezes, flores úmidas, mas com um sol para enxugá-las e aquecer o coração. Se seco com as folhas caídas pelo chão, simplesmente as espalham para o lado onde não vão impedi-los que caminhar mais um pouco.

Afinal o amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. 1 Coríntios 13:4

(*) Jornalista

DESENVOLVIDO POR Companhia da Mídia