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Uberaba, 08 de dezembro de 2019 -

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Marília Andrade Montes Cordeiro

As férias acabaram! Enfim!

Por favor, quero de volta minha independência! Anseio em ver filhas e marido de volta ao trabalho, netos em boas escolas e com múltiplas atividades, e eu com tempo para ser eu mesma.

As reuniões familiares nas férias de fim de ano são importantíssimas e muito bem-vindas, mas, hoje em dia, em qualquer reunião com mais de seis pessoas sempre se corre o risco de se arruinar relações.

Há que se ter alguns critérios e muita precaução.

Regra número 1 – Seremos todo um só. Grupo unido. Nada de individualidades.

Pouco tempo livre, pois o tédio pode acalentar recordações íntimas e gerar pensamentos irrequietos como potros selvagens.

Portanto, nada de deixar o pensar livre, pois podemos cometer verdadeiras aberrações...

Os muitos livros adquiridos para os momentos de descanso devem repousar inertes no criado mudo. E a preguiçosa rede fica para as crianças ou para o repouso do genro.

Piscina, cavalgadas, pescaria, boi no pasto, passeios na mata, areia no bosque, muitos animais e peripécias, juntamente com belas estórias de tempos de outrora, devem povoar nosso universo.

Multiplicidade de lugares também contribui para o bem-estar geral.

Ninguém quer a tediosa rotina. Hora de partir para outros horizontes.

Chega de zona rural. Vamos em busca de civilização. Uma bela capital com praia, que mineiro precisa também, uai!

E nada de maldizer a abençoada chuva que não para de cair. Não se pode reclamar, mas sim ter saúde para enfrentar essas ondas geladas. Ainda bem que vovô é saudável, desportista e forte.

Regra número 2 – Em passeios alternativos, além de perigosos, não se consegue enxergar muita coisa. Shoppings lotados e fleugma britânica para passar ileso, sem um ataque de nervos, ou colapso nervoso seguido de enfarte.

Mas, quando o Sol brilha voluntarioso e orgulhoso sobre o morro e a baía, tudo se esquece, tudo se transmuta.

É verão, com seu radioso toque de sensualidade e eterna promessa de dias melhores.

A brisa suave cochicha e convida para segredos de alcova. Hora de nos embriagarmos com tanta claridade e nos permitirmos pequenas transgressões e loucuras.

E assim passam-se os dias. Um mês já vivido após o início do ano novo.

Felizmente, o carnaval já chegou. Estou ansiosa para começar 2016.

Quero manter minha fé e esperar que meu país avance em direção às mudanças que se urge realizar. Não se pode mais esperar.

Quero voltar a sonhar! O mundo gira rápido e preciso me reinventar!

 

Marília Andrade Montes Cordeiro

Mãe de família

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