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Uberaba, 26 de fevereiro de 2021 -

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Esther Luisa Hercos Fatureto

Acordolhar Rastros

Inverno, friozinho pela manhã. Adoro caminhar e ficar olhando o céu azul.

Alguém já reparou os rastros de fumaça branca deixados por aviões no céu? Fico olhando e imaginando quantas histórias estão por trás desses rastros.

Passamos a vida indo e vindo, chegando e partindo, num movimento constante de energia. Esses aviões são como nossas vidas: alguém está indo ou vindo, realizando sonhos ou voltando com eles já realizados. Quantas emoções num rastro branco no céu!

Temos que aproveitar a viagem da vida a cada minuto, ninguém sabe quando será o final de nosso rastro. Temos que deixar um rastro iluminado por boas lembranças, amigos e amores.

Cada dia que vemos os noticiários, nós ficamos sabendo de desvios imensos de dinheiro público que deveria estar sendo usado em melhorias de vida da população.

Que tipo de rastros essas pessoas estão deixando neste mundo? Rastros de dor, de mortes, de pobreza.

Cada centavo desviado para o bolso de alguém está matando milhares de pagadores de impostos.

Cada acidente em estradas mal construídas e mal conservadas, sem acostamento, representam os rastros da corrupção.

Cada cirurgia ou tratamentos adiados por falta de verbas nos serviços públicos, cada escola caindo aos pedaços com professores mal remunerados, cada carro de polícia ou de socorro sem gasolina e manutenção, é um rastro sujo que esta política nojenta e corrupta vai deixando para trás.

Desejo que chegue logo o dia em que nós teremos somente notícias boas, vindas do mundo político. Espero que isso aconteça antes do meu rastro acabar nesta Terra. 

(*) Médica oftalmologista

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ. O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.
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