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Uberaba, 09 de agosto de 2022 -

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Expectativas de 2022

Não é fácil fazer projeção na história de uma nação cheia de contradições, desafios, pandemia, desemprego, fome, diversidade na cultura, na economia, na política, na prática religiosa e crise governamental. Até olhamos para o futuro com certa desconfiança, porque o país vive na condição de ameaçado, com muita destruição da natureza e sacrificado por políticas e políticos desonestos.

Mas a história ainda não acabou. Ela continua e tudo pode ser transformado com o esforço de todos os brasileiros. Há esperança de mudança, de valorização das potencialidades que o Brasil tem em todos os sentidos, principalmente de um povo ordeiro e paciente. Um caminho de esperança passa pela escolha de bons administradores, competentes e honestos nas eleições deste ano.

A Palavra de Deus deve ser referência que toca os corações. O texto das Bodas de Caná (Jo 2,1-11) incentiva nossa esperança de mudança. Numa festa de casamento faltou o vinho, um ingrediente indispensável para aquele momento festivo. Alguém apareceu com espírito de liderança e resolveu o problema com a transformação da água em vinho, sinal de que nas fragilidades é possível mudança.

Diante desta situação do povo brasileiro, é possível escolher líderes capacitados e bem-intencionados para dirigirem os destinos da nação. Ninguém tem uma estrela na testa mostrando o nível de sua identidade e compromisso social, mas todos têm uma história de vida com atitudes honestas ou não. Significa que é possível formar um corpo administrativo da forma que o brasileiro precisa.

Há uma insatisfação generalizada do povo em relação às atuais lideranças políticas. Falta neles uma sensibilidade proativa para com a população pobre, a não ser na hora da campanha eleitoral, que vai começar já para as eleições deste ano. Pesa sobre cada eleitor uma pesada carga de responsabilidade na hora da escolha. É desses momentos que podemos falar de expectativas para 2022.

Muitos dons e capacidades podem ser usados para o mal, principalmente quando se tem como motivo a competição, a divisão e o orgulho próprio. É justamente por isso que temos uma realidade muito desequilibrada, desumana e preocupante para a população. Há uma crise de autoridade em todos os setores da sociedade, mas isto pode mudar com a participação consciente dos cidadãos.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba

 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ. O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.
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