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Uberaba, 18 de novembro de 2019 -

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Manoel Therezo

Todos têm um tempo por aqui (Fármaco ou Elixir da longa vida?)

Do momento em que a criatura se tenha ser consciente, almeja uma vida longa. Lemos que “a partir de 1932, as pesquisas de Alexandre Oparin e colaboradores feitas na Rússia sobre a origem da vida, estimularam seus colegas bioquímicos do mundo inteiro a dedicarem-se mais afincadamente ao mesmo assunto”. Com o objetivo de encontrarem algo sobre a origem da vida como manifestava Oparin, os pesquisadores se recursando da pobre microscopia daqueles tempos, almejavam não só esclarecer algo sobre a origem da vida, como também viver mais longamente. Se houvesse sucesso em suas pesquisas, estariam transformando aqueles anseios, em puríssima realidade. Também, à humanidade estaria brindada de como se retardar do horror da velhice. Logo sentiram os pesquisadores, que para um viver mais longo, haveriam de encontrar o antidoto aos elementos que ocasionam o envelhecimento das estruturas do organismo e, conhecer também, como os elementos orgânicos se organizam para que cada qual desempenhe a sua específica função. Esse trabalho seria para todos eles, um esforço estafante. Mesmo conscientes dessa estafa, continuavam no propósito de descobrir a origem da vida e algo que distanciasse o viver humano da morte. Sabiam que morrer era um inevitável acontecimento natural da vida e como todos, sentiam também temor desse momento que parece não ser tão só da morte e sim, mais do misterioso mundo da espiritualidade, embora haja quem diga da semelhança existente entre os dois mundos; talvez como forma de amenizar esse momento. Se bem analisado, qual o sentido de uma vida longa, se após constituir família, amar aos seus, apegar-se às outras tantas coisas para depois deixar tudo por aqui? Hoje a ciência medica firmada na estupenda e surpreendente eficiência dos novos fármacos específicos, descobre o que os pesquisadores estafados procuravam: O Elixir da longa vida. Quantos e quantos ainda vivem pela existência desses fármacos específicos ou Elixir da longa vida? Mesmo eu não estaria vivo, se não fosse aquele fármaco específico. Mas, um dia, apesar dele, e apesar de tudo, vivendo-se longamente, chega-se a velhice. Ela como hábil gatuna lhe roubará os últimos momentos belos da esperança, lhe roubará a razão do amanhã e sem esses momentos, que sentido terá um longo viver, até por vezes, suportando deficiência física? Nenhum medicamento específico mudará os acontecimentos próprios da Natureza. Quando chegar aquele temido instante em que a alma se desliga do corpo físico rumo à espiritualidade, o homem sentirá que mesmo aquele fármaco específico que lhe alongava a vida, agora se torna inútil porque, pela Divindade, Todos nós temos um exato tempo por aqui.
 
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