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Uberaba, 17 de maio de 2022 -

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Percepção do cotidiano: Natal

Há dois anos, convivemos com perdas e inseguranças diante de situações oriundas da Covid-19, que trouxeram infortúnios e, também, perspectivas de mudanças promissoras. Convivíamos com a morte como faceta da vida a ser encarada em seu fim! Contudo, tornou-se presente em nossa rotina diária. Bateu à porta da juventude o que esperávamos encontrar ao final da velhice. O que jogávamos para debaixo do tapete vestiu-se de urgência em ser vivenciado!

A Humanidade caminhou, rapidamente, à procura de soluções: a vacina com promessa de vida; o encurtamento de distâncias para o trabalho, que tornou possível maior convivência familiar. Ciências, filosofias e religiões deram-se as mãos ao diminuírem os diferentes caminhos das ideias, das emoções e da fé!

Outros eventos, com gravidade semelhante, já existiram ao longo da vida na Terra como instrumentos de progresso em aparente caos! Todavia, diferentes luminares têm agraciado o céu escurecido deste planeta com suas concepções e práticas. Abraão, Moisés, Buda, Jesus, São Francisco de Assis, Albert Einstein, entre outros, em diferentes momentos, são sóis a nos guiar com seus ensinamentos que trouxeram possibilidades de transformação e iluminação interior.

Buda (não apenas um mestre religioso, mas indivíduos que alcançam iluminação) na prática filosófica Budista, é presente nos ensinamentos de Cristo, que há mais de dois mil anos convida o ser humano à vida plena pelas virtudes. E, neste dezembro de 2021, Ele grita mais alto a nos lembrar: “vós sois deuses” (Salmo 82:6). Ou seja, temos o poder de curar corpos em dor, mentes em sofrimento! Diante da morte inevitável, este estado de espírito vem nos acalentar ao dizer: “na casa de meu Pai há muitas moradas” (João 14:2). Deduz-se que há outros mundos além da Terra, em outros estágios de evolução, que ainda não conseguimos perceber diante dos cinco sentidos. É possível à minhoca, que habita o seio da terra, imaginar a vida humana que se desenvolve em sua superfície? Assim, somos deuses perante este estágio de vida, entre outros!

É premente que se jogue para fora de si mesmo o perdão e o amor incondicionais que superam as barreiras das diferenças entre os indivíduos! Que seja cantada e vivenciada a esperança de luz em dias melhores! Que a fé cresça em certeza da não existência de solidão no universo de cada lar, pois basta estender a mão com desejo de paz.

Profa. Dra. Vania Fonseca
Bióloga e Pedagoga
(fonseca.vm2020@gmail.com)
 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ. O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.
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