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Uberaba, 22 de maio de 2022 -

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Percepção do cotidiano: mulheres da Terra

Enxergar a finitude da vida faz-me perceber o significado sensível das conquistas materiais, do estar consigo mesma e com o outro. Ao final da tessitura da vida em retalhos, revela-se o ser imortal que cada um é para si mesmo e, talvez, para alguém! Esquadrinham-se lembranças de emoções sentidas ou não configuradas na consciência e que, realmente, são “o tesouro que traça nem ferrugem corrói”, pois “aí está, também, o coração” (Mateus 6:19-21).

Hoje, não trocaria o privilégio de ser mulher pelo mais valioso tesouro da Terra, embora saiba que a alma é desprovida de sexo e gênero. É honroso viver como mulher, embora em “legítima defesa da honra” muitos acusados são absolvidos, por exemplo, em crimes passionais! Incabível a existência de preconceitos e violação em relação aos direitos da mulher em ser humana. Este não é um discurso sexista! Apenas, uma reflexão em defesa da igualdade entre gêneros por poder econômico, social e político. Lembranças coroadas por mulheres que se fizeram destaques pelo pecado, beleza, santidade, coragem, sensibilidade e força de trabalho, em momentos históricos da civilização.

No livro de Gênesis da Bíblia Hebraica, Eva desperta o pecado original; a esposa de Ló se torna estátua de sal ao se virar para o passado e não seguir as promessas de Deus. Maria de Magdala, 2.020 anos atrás, vê Jesus ressuscitado e é ignorada por seus discípulos (Lucas 24:1-11). Joana d’Arc (1412-1431), heroína francesa e santa pelo Vaticano, comanda e vence exércitos na França. No período de 2011 a 2016, tivemos a presidenta do Brasil Dilma Rousseff, competente em seus ideais por uma sociedade justa. Hoje, temos a prefeita Elisa Araújo, desejosa por tornar próspera a nossa Uberaba.

Enfim, mulheres e homens, que sejamos o sal da Terra e que brilhe a nossa luz para que, unidos, possamos encarar o tempo atual com fé e coragem! Cada um na subida de sua montanha para encontrar caminhos em si mesmo e, juntos, temperarmos e não corroermos a vida. Que não tenhamos que olhar para trás para vermos dificuldades, mas sim para descobrirmos novas oportunidades em situações calamitosas.

Que possamos, habitantes de uma única Terra, “ter ouvidos para ouvir” (Mateus 13:1-9) sugestões enriquecedoras e normas saudáveis, para seguirmos o caminho de purificação de sentimentos, de boas palavras e de atitudes para o bem comum.

Profa. Dra. Vania Fonseca - Bióloga e Pedagoga - fonseca.vm2020@gmail.com

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ. O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.
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