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Uberaba, 16 de maio de 2022 -

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Percepção do cotidiano: cultivo das virtudes

Diante do filme “Paulo, o apóstolo” (2000), percebe-se o quão pequena é a fé dos mortais! Vidas consagradas ao bem trazem, à tona, a esperança e o amor que movem as montanhas internas do ser humano. Falível ou não, dirige-se ao supremo Deus e tenta alcançá-lo mediante pensamento e palavra, senão por obra. Porém, esta força que preenche seu íntimo sagrado respeita seu livre arbítrio.

Ao seguir Saulo de Tarso, perseguidor dos cristãos, de Jerusalém a Roma, observam-se pegadas em caminhos repletos de enganos e dor. A partir de sua vivência como Paulo, busca pela iluminação individual para a conquista e pregação do amor personificado em Jesus. Espalha esperança e fé aos corações de terras longínquas aos dias de hoje.

O que motiva o ato de crer? A loucura diante do caos, do nada, ou a visão compreensiva da existência de algo, alguém ou energia que nos permeiam? Poderia a minhoca que habita o seio da terra compreender o mundo que a cerca, a superfície rasa dos conceitos e virtudes?

Sem dúvida, os momentos mágicos vividos por Paulo de Tarso, Santo Agostinho, São Francisco de Assis, Madre Teresa de Calcutá ou Chico Xavier, entre outros, exemplificam vidas pecadoras em busca da beatitude. Divergências individuais perdem o sentido, pois a verdade é única e nivela as incompreensões! No caso de Paulo, seu inimigo Rubens experimenta a guerra íntima pautada por inveja, ódio e um turbilhão de emoções que desequilibram a mente e o corpo material. De outro lado da arena, seu amigo Simão Pedro desfruta o brilho salutar do perdão.

Intenções à parte, vidas que se digladiam pela ausência de virtudes. Vidas que se cruzam em ensinamentos, em explosões de afetos e desejos que se entrelaçam em verdades defendidas por cada um! Voluntários anônimos que saem do conformismo, das riquezas ou misérias, em busca do bem-estar advindo da solidariedade.
Que no tempo trágico que vivemos o discurso poético se supere pela busca da doação de hóstias santas e alimento que sustente o corpo físico. Que resplandeça o Deus que habita na intimidade de cada herói que tenta enxergá-lo nas emoções vividas pela prática da ausência momentânea do bem ou pelo exercício das virtudes!

Vania Fonseca - Bióloga e pedagoga - fonseca.vm2020@gmail.com
 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ. O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.
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