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Uberaba, 17 de maio de 2022 -

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VJMJ – Para sempre, marista

(Para todos os ex-alunos do Colégio Diocesano de Uberaba – Em especial para a turma do 3º Colegial de 1978)

VIVA JESUS, MARIA E JOSÉ! Sim, o nosso dia já começava abençoado pela Sagrada Família. Era o começo de mais um dia de aula. A entrada pela lateral à esquerda, antes carimbando as cadernetas de presença. Ainda guardado na memória, o campinho bem próximo às salas de aula, tendo mais ao fundo grande pátio coberto, com bebedouros e sanitários, passando por uns três postes de bola ao mastro, que era um esporte fundamental para quem estudou lá. Era imenso, penso hoje, o prazer de adentrar no Colégio Diocesano. A gente sentia essa alegria, essa vontade toda, mas não sabíamos expressar esse sentimento na época. Hoje sei. Tocava a sirene, todos para dentro das salas de aula, já pensando no recreio, do qual vários meninos voltavam suados, depois de rachas de futebol de salão. Também na hora do recreio, muitos dos meninos e meninas, ficavam pelos pátios cobertos e corredores, com conversas e trocas de olhares, às vezes apaixonados, que quando eram da mesma classe, continuavam dentro dela. Tinha o lanche da cantina, servido com muita dedicação pelo Sr. José Ilídio e família. Alguns alunos, sempre que podiam, peregrinavam por todo o colégio: quadras inferiores, quadra central, quadra das meninas, quadra das mangueiras, “campão”, bem como, corredores, pátios abertos e cobertos, e a Capela. Sempre supervisionados pelo professor Bilharinho, que nos dava aula de Formação Religiosa, hoje sabemos que era formação de vida também. Éramos vigiados, sim, não censurados. Afinal, por trás disso tudo tinham os irmãos Maristas: Irmão Raimundo, Irmão Sílvio, Irmão Joaquim e outros. Eles nos ensinaram a sermos irmãos também. Crescemos sem traumas e aprendemos sobre amor, respeito, união, carinho, solidariedade, honestidade e todas as outras coisas que formam o caráter do ser humano. Não podemos nos esquecer, também, dos ótimos professores que passaram por lá. Nó nos lembramos de todos eles com muito carinho e de que nos deram uma grande base cultural. Tanto é que, humildemente, às vezes escrevo algo como isso, inspirado no nosso grande mestre Décio Bragança (desculpe algum erro, professor). E assim seguia o dia. Depois de algumas horas, a gente queria ir embora, mas não queria. Era assim mesmo, éramos uma família. Família quer ficar junto. Tocava o sino, troca de aula, e com várias badaladas, recreio. Ao final do período, tocava novamente a sirene. Uns saíam correndo, outros caminhando, mas todos com alegria e vontade de voltar para casa, para compartilhar com a família o que de bom vivenciaram e aprenderam nesse dia. E hoje ainda sinto a mesma coisa, quando vou ao encontro da minha família, dos meus amigos e de todos que cruzarem o meu caminho. Isso é o que aprendemos, o que carregamos no nosso coração. São mais de quarenta anos de emoções potencializadas, que serão cineticamente compartilhadas, em breve. Somos ex-alunos do Colégio Diocesano de Uberaba, somos irmãos, para sempre, MARISTAS.

Paulo César Teixeira - Engenheiro Civil e Perito Criminal

 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ. O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.
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