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Uberaba, 17 de maio de 2022 -

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Infectado pelo destino

Cada um já tem o seu destino traçado. Será? Durante nosso desenvolvimento vamos nos alimentando do que nos cerca. Verdades, mentiras, conhecimentos, emoções, carinho, amor. E isso nos faz ter escolhas, tomar decisões.

Escolhas, portas que se abrem, portas que se fecham. Caminhos que nos levam e que nos trazem, e caminhos que, muitas vezes, ficamos por ele mesmo. Um grande amigo meu sempre dizia: “O destino que toca violino” (frase de um antigo programa de TV). Pode ser, mas nem sempre esse violino que faz a trilha de nossa vida está afinado. Falo isso por tudo que nos acontece, ou deixamos acontecer em nossas vidas. A história de cada um não está totalmente escrita. Há o início, mas as páginas futuras serão escritas por cada um de nós. Cada um com sua caligrafia, com sua identidade, que vamos construindo pelo caminho. E existem as trapaças do destino. Fomos infectados por ele, já no nascimento. Daí para a frente você faz suas marcas, deixa sua digital, coisas únicas de você. Façamos valer a pena a nossa passagem nessa vida.

Temos que ser lembrados pelas coisas boas que aqui fizemos, construímos e deixamos como exemplo a seguir, e também evoluindo, reconhecendo quem somos e aprendendo sempre. Que nosso pensamento e coração possam sempre voar alto, levando nossas emoções, e que essas emoções sejam sempre infinitamente divisíveis. Que rompam barreiras e aproximem pessoas. E, quando vivemos uma época de isolamento social, sem escolhas, nossas emoções se tornam mais fortes em todos os sentidos.

Esse confinamento, sem poder sair, parece que foi profetizado por visionários em antigas canções, que se tornam muito atuais hoje em dia. O legado das coisas boas deixadas por nós é o que dará sentido à nossa existência, à nossa passagem por aqui. Então, durante essa caminhada, quando o destino permitir que em nossas vidas coisas boas aconteçam, cabe a nós fazer com que elas permaneçam.

Paulo César Teixeira
Engenheiro civil e perito criminal

 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ. O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.
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