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Uberaba, 16 de outubro de 2019 -

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Daniela Mendes dos Santos

Estou envelhecendo, e agora?

O que você pensa sobre o envelhecimento? Diferentes experiências de vida criam diferentes formas de imaginar e vivenciar o envelhecer. As crenças e costumes dos variados países e continentes influenciam no valor que damos ao envelhecimento. Há quem diga que o envelhecimento é marcado pela aposentadoria e conquista de tempo livre para realizar a viagem dos sonhos, novos projetos, ou tempo livre para descanso. Já outros relacionam o envelhecimento às doenças e perdas funcionais. 

Parece um tanto curioso, mas o envelhecimento é um processo que se inicia desde nossa concepção no útero da mãe. Sendo assim, concorda comigo que vivemos em processo de envelhecimento? Por que, então, o medo de envelhecer? Estamos acostumados a uma rotina intensa de atividades, trabalho, cursos, encontro com amigos, reuniões em família, trabalho voluntário, crochê, conversa com a vizinha no passeio, novelas, entre outros. E acabamos por deixar a construção de hábitos de vida saudáveis para cada vez mais perto da “velhice” e raramente planejamos nossa aposentadoria. “E se a aposentaria chegar e eu não estiver preparado para me afastar das atividades que sempre deram sentido à minha vida? E se eu não conseguir me aposentar?” “E se por alguma condição de saúde eu não puder mais trabalhar, cuidar da minha casa e dos netos?” “E se minha “memória” falhar e eu não conseguir mais ler um livro, ir sozinho ao supermercado ou mesmo não conhecer mais meus filhos?” Essas perguntas nos instigam a refletir sobre o planejamento de um futuro com qualidade de vida. Por isso, a Terapia Ocupacional busca auxiliar no resgate, construção e alcance de projetos de vida significativos para a vida de cada indivíduo.

Vamos pensar nas pessoas idosas que conhecemos: há algumas que são ativas e fazem de tudo sem dificuldade; nesse caso, os terapeutas ocupacionais vão trabalhar prevenindo doenças e incapacidades, na maioria das vezes com atividades em grupo. Há pessoas idosas que apresentam alguma condição de saúde (doença) que pode se agravar com o tempo; nesse caso, os terapeutas ocupacionais vão trabalhar com atividades que ajudem a melhorar os hábitos ruins de saúde e prevenir que a doença evolua para um estágio crônico. E, no caso de pessoas idosas com doenças crônicas e/ou com incapacidades, os terapeutas ocupacionais vão realizar a reabilitação e indicação de adaptações e de tecnologia assistiva.

Ao entrar em contato com uma pessoa idosa, o Terapeuta Ocupacional busca conhecer sua história de vida e seus hábitos, preferências e dificuldades, realizando uma avaliação ampla para levantar as habilidades, os facilitadores e as barreiras na rotina de cada indivíduo. Os atendimentos poderão ser realizados individualmente ou em grupo, dependendo da necessidade do idoso. Os atendimentos em grupo criam um espaço de trocas e vivência que oferecem muitos benefícios para os idosos.

Não sabemos quantos anos vamos viver, por isso, precisamos buscar hábitos de vida saudáveis e estímulos que nos auxiliem a manter a qualidade de vida.

E agora? O que você pensa sobre o envelhecimento? 

(*) Terapeuta ocupacional (Crefito 4/16428-TO) e integra a equipe do Ineps (Instituto de Neurociências Elza dos Passos Silva), com sede em Uberaba

 

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