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Reginaldo Baleia Leite

Última chance

Demorou mas aconteceu. Bruno Senna é o piloto que vai ocupar o assento que faltava na equipe Williams. Depois de muita expectativa e embates financeiros, a equipe de Glove confirmou Bruno na terça-feira, 17/01/2012. Confirma-se assim a fala de Eike Batista, dias atrás. Especialistas chegaram a dizer que o comentário de Eike atrapalharia  as negociações de Bruno, mas o certo é que Eike estava com a razão.

Triste realidade. A preferência por Bruno não é por suas habilidades, e sim pelo dinheiro que ele trouxe para a equipe inglesa. Por outro lado, o sobrenome Senna ajuda futuros patrocínios, fato que a ala comercial da Williams já considerava como ponto para Bruno. Porém, a parte financeira falou mais alto. Mesmo com o dinheiro de Senna, os ingleses ainda precisam de mais alguns milhozinhos para concluir seu orçamento para 2012.

Agora. Esse contrato com a Williams é a última chance de Bruno na F-1. Agora, ele tem que provar que é mesmo do ramo. Claro que não podemos esperar dele algo parecido com que seu tio fez. A Williams não é um carro de ponta hoje. Porém, ele vai ter de superar seu mais próximo concorrente, que é Pastor Maldonado. E Pastor já tem experiência com a equipe.

Paciência. Seria de bom grado, porém, que os ingleses tivessem um pouquinho de paciência e o ajudassem a achar o caminho certo, pois o brasileiro, na verdade, ainda não fez uma temporada completa com um carro descente.  Também será fundamental que o novo carro de 2012 com motor Renault seja competitivo. Esta temporada será fundamental para o futuro da equipe. E como será que os dois pilotos que não possuem um bom conhecimento técnico vão desenvolver o novo carro, se eles não são capacitados para tanto.

Diferente. Bruno Senna, ao contrário da maioria dos pilotos que ascenderam à F-1, nunca andou de kart ou carro no Brasil. Foi direto para a Europa, com vinte anos de idade. Fez algumas corridas boas na F-3 e também na GP2. Entrou na F-1 pela porta dos fundos na Hispania em 2010. Em 2011 fez oito corridas na Renault e fez bonito em dois treinos: Spa e Brasil. Seu melhor resultado foi um nono lugar.

Aposentadoria. Como a contratação de Senna significa a aposentadoria de Barrichello. Foi um duro golpe, pois Rubens esperava que na Alemanha (2011) a equipe assinasse seu contrato para 2012 e tentou convencer a equipe de que seria capaz de correr mais um ano e de forma competitiva. Rubinho fez 325 corridas na F-1, um recorde difícil de
ser quebrado.

1 x 1. Bruno Senna venceu sua disputa pela vaga restante da equipe inglesa. Em 2009, ele disputava com Rubinho uma vaga na finada equipe Honda. Na época, venceu
Rubinho e Senna ficou de fora. E foi andar na Le Mans séries para não enferrujar. E assim Rubens Barrichello, depois de dezenove temporadas, fica de fora da categoria máxima do automobilismo. Agora, o placar dele com Senna é de um a um. Será estranho depois de dezenove anos ver uma corrida sem o Rubinho no grid.  F-1 em 2012, para ele, só com um acidente de percurso, ou seja, substituir alguém que, por uma razão ou outra, vai ser obrigado a ficar de fora da temporada. E mesmo assim certamente não será uma temporada inteira.

Relembrando. A carreira de Barrichello na F-1 começou na equipe Jordan, em 1993. Ele ficou por lá até 1996. Em 1997, foi para a Stewart, onde ficou até 1999. Em 2000 teve a chance de pilotar para uma grande equipe - a melhor da época -, a Ferrari. Foi vice-campeão em 2002 e 2004 com os italianos. Em 2006 foi para a Honda, que na ocasião ainda era Bar, e em 2009 correu pela Brawn (ex-Honda). Depois foi para a Williams, onde correu as temporadas de 2010 e 2011.

Cifras. No paddock ninguém sabe ao certo quanto a Williams recebeu de Bruno Senna. Há comentários de que  a cifra seria de 30 milhões de dólares. Eike e P&G e mais uma empresa seriam responsáveis pelo pagamento do patrocínio.

 Felicidades a todos!

 

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