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Uberaba, 20 de outubro de 2019 -

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Reginaldo Baleia Leite

A dança final 2

Como prometemos, nesta coluna complementaremos o assunto da semana passada que era a dança das cadeiras para 2012. Falamos das quatro grandes e agora comentaremos sobre as demais: da quinta posição para trás no ranking dos construtores.  E a quinta posição pertence à finada equipe Renault.

RENAULT – A equipe Renault, que no ano que vem receberá a denominação de equipe Lótus Renault, foi uma das que mais surpreendeu ao trocar seus dois pilotos. Vitaly Petrov, que carregava consigo um bom aporte financeiro da Rússia e Bruno Senna, que também trazia em sua mala alguns milhõezinhos de patrocínio.

Agora é de Kimi Räikönein a vaga de número um da equipe. E Kimi, além de primeiro piloto, vai se tornar sócio da equipe. Coisa que propôs à Williams e não foi atendido. Já Romain Grosjean não é bem uma surpresa na equipe, pois era o terceiro piloto e com apoio da petrolífera Total conseguiu mais uma vez um banco na equipe e de novo no lugar de um brasileiro. Antes com Nelsinho e agora com Bruno Senna.

 Essa é uma situação que nos permite avaliar como a F1 é dependente da questão financeira, pois nem o marketing de um grande sobrenome é sinônimo de uma vaga no grid, mesmo tendo uma mala lotada de dinheiro, como no caso de Senna.

FORCE INDIA – Essa foi a equipe do ano na turma do meio. Ano passado ficou atrás da Williams por um pontinho.  69 dos ingleses contra 68 dos indianos. A sexta posição no mundial de construtores vai fazer a equipe de Mallya economizar alguns milhões com a premiação oferecida pela FOM. A equipe também fez uma troca que não é normal aparentemente, pois despediu o bom e quase experiente Adrian Suttil por Nico Hülkenberg. Nico também foi terceiro piloto da equipe e assumiu a vaga de um piloto com mais conhecimentos e resultados no currículo. Mais uma escolha duvidosa, já que o outro piloto da equipe, o bom e veloz Paul di Resta, foi mantido.

Suttil foi o nono no mundial de pilotos de 2011, com 42 pontos e Di Resta o décimo terceiro, com 27 pontos. E Hülkenberg, que apenas treinava às sextas-feiras no primeiro treino do dia, assumiu o posto de piloto oficial  e, assim, Suttil está à procura de um assento. Analisando friamente, parece que quem tem o comando não usa a cabeça, mas não é bem assim, pois corre muito dinheiro e interesses por trás dessas decisões. Mas a verdade é que a chance de um piloto pagante não dura muito em qualquer equipe e sempre aparece um com mais dinheiro ou com algum interesse, que vai trazer benefícios para a equipe e que vai fazê-la economizar alguns milhões.

SAUBER – A equipe do fanático Peter Sauber foi uma das poucas do fundão que vai manter sua dupla de pilotos. Com um aporte financeiro do mexicano Sergio Perez, a equipe conseguiu a sétima posição no ranking dos construtores com 44 pontos, ano passado foi a oitava. A equipe teve um ótimo começo de temporada, mas se perdeu no desenrolar da competição. Mesmo assim conseguiu melhorar durante o ano. Para 2012, Kamui Kobayashi tem que mostrar muito serviço para arrumar uma vaga numa equipe melhor ou igual, pois a lógica indica que sua vaga vai ser preenchida por outro mexicano pagante, que agora (2012) disputa a GP2.

TORO ROSSO – É a segunda equipe do touro vermelho. Foi outra equipe que surpreendeu ao trocar sua dupla para ano que vem. Essa equipe foi criada para lapidar novos talentos para a equipe principal. Essa era a meta, assim que passou de Minardi para Toro Rosso. Mas até hoje somente Vettel foi guindado para a equipe principal. O certo seria promover Buemi ou Alguersuari para a equipe principal no lugar de Webber, mas estranhamente Webber conseguiu mais um ano na equipe principal e a dupla da Toro foi despedida. E agora vão colocar dois pilotos novos: Daniel Ricciardo que andou na HRT e Jean-Éric Vergne.

WILLIAMS – A equipe de Glove foi a que mais andou para trás em 2011. Caiu da sexta para a nona posição. Ano passado acumulou 69 pontos e neste apenas 5. A dupla de pilotos ainda não foi definida, apenas a vaga do pagante Pastor Maldonado está garantida. A vaga restante tem sido disputada a tapa por vários pilotos. Ganha quem pagar mais. E pensar que em 1993 a FIA mudou o regulamento porque nenhuma equipe era capaz de produzir um carro tão eficiente quanto o FW 15. E para 2012 espera-se que com o motor da Renault e um renovado corpo técnico a equipe consiga viver melhores dias.

LOTUS – VIRGIN E HRT. A Lotus em questão aqui é aquela verde com uma faixa amarela, que ano que vem vai se chamar Caterham F1. É a melhor das equipes nanicas e mantém sua dupla para 2012: Kovalainen e Trulli. O motor Renault pouco ajudou em 2011. Uma amostra que não basta um bom motor. A HRT F1 é a última vaga disponível do grid e é uma vaga sem muito interesse para quem quer se destacar. O carro é uma lastima e nem deveria estar no grid junto com os demais, exceto os da Virgin, que vai se chamar Murussia, e que este ano conseguiu ser a pior equipe. Na HRT garantido apenas De La Rosa. Já na Murussia a dupla é Timo Glock e Charles Pic, que substituiu Jerome D’Ambrosio. A vida tanto na HRT como na Murussia é uma tortura para qualquer piloto. Só serve para o piloto decorar as pistas do calendário.

Felicidades a todos!

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