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Uberaba, 11 de dezembro de 2019 -

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Reginaldo Baleia Leite

Jogo de interesses

Depois do primeiro teste coletivo de 2015 podemos concluir que algumas questões no circo estão por se resolver. Primeiro, a crise continua nervosa na categoria. Segundo, o Verme está sendo acuado. Sua última tentativa de se salvar com mais uma equipe no grid foi barrada.

Dividendos. Tudo foi feito para que a Marussia estivesse no grid em 2015 com seus carros de 2014. Era mais uma manobra do Verme para engrossar o grid. Mas, para isso, todas as equipes teriam que concordar. E aí a Force India votou contra. E estragou a estratégia do Verme de colocar vinte carros no grid.

Interesse. O porquê de a equipe indiana ser contra só tem uma lógica: é a equipe que mais sente a falta de verba no momento. Tanto que não participou do primeiro teste em Jerez e já declarou que não tem condições de participar do segundo teste em Barcelona. Primeiramente, a equipe declarou que iria para Barcelona com o carro de 2014 com algumas atualizações. Porém, posteriormente, disse que não vai para o segundo teste.

Na verdade. O que realmente fez a equipe ser contra a entrada da finada Marussia (que competiria com o nome de Manor)  foi que sem essa equipe no grid  o prêmio de quarenta milhões de libras que a equipe do Bianchi deveria receber pelos dois pontos em Mônaco seria repartido entre as equipes que vão correr em 2015.

Jogo. O que realmente acontece é que para que a Manor corresse em 2015, todas as equipes deveriam votar a favor, como reza o pacto de Concórdia. Como a equipe indiana está ruim, financeiramente falando, assim como a Lotus e Sauber, a Force India simplesmente foi contra. Depois soltaram um comunicado dizendo que poderiam voltar atrás, cheio de detalhes e sem contesto. Logicamente esse comunicado não declarava a verdade. O que eles querem, na verdade, é uma compensação financeira.

Lógica.  De pronto os indianos foram desconsiderados pelo dirigente-mor da categoria.  E de cara lançou mais uma de suas ideias únicas, que seria criar uma subcategoria na F1 usando carros de 2013 com motorização V8 da Mecachrome. Num acordo que envolve Briatore nos motores e Colin Kolles nos chassis. Só faltou colocar a turma da Petrobras no bolo. Essa ideia foi vetada pelas equipes atuais.

Cópia. Isso foi feito na Moto GP quando o grid minguou por falta de equipes de fábrica. A ideia é tipo um tapa-buraco. Na Moto GP, engrossou o grid, porém a diferença de performance era gritante. Mas essa diferença de velocidade já acontece na F1 desde a entrada das nanicas no grid.

Jeitinho. Tenho certeza de que o dono do circo vai achar uma maneira de colocar vinte carros no grid até o GP da Austrália. E pelo andar dos acontecimentos deve ser com a Manor mesmo. É só dar um “cala boca” para a Force India.$$$$$.

Mais. Quarta-feira de Cinzas, 19/02, o circo será armado em Barcelona. Será a segunda fase dos testes de 2015. E novamente veremos alguns carros que não tinham potencial em 2014 fazendo bonito na Espanha. Na equipe italiana houve uma inversão, quem começa será Kimi Räikönen e Vettel finalizando os trabalhos. Na McLaren quem inicia é Button. A Sauber tem Nash iniciando os trabalhos.

Uma ótima semana!
 

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