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Uberaba, 10 de agosto de 2022 -

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Memórias

Estou pensando tanta coisa ao mesmo tempo, que os pensamentos estão se embaralhando, assim como as palavras estão cortando como lâminas meu subconsciente, deixando uma sensação de que gritam com ar de revolta, fragilidade, inspiração e nostalgia.

Tirei a madrugada para reler o livro de Sun Tzu, “A Arte da Guerra”, e meditar sobre os dias atuais, pois enfrentamos diariamente batalhas mil, visando nossa sobrevivência.

Se não bastassem os vírus, bactérias e outras doenças mais espalhadas pelo ar, que se multiplicam geometricamente, temos que enfrentar ações humanas que, muitas vezes, são mais aterrorizantes que as doenças virais.

Estamos sempre entre o reino da vida ou da morte, mas temos que escolher entre o caminho para a sobrevivência ou a ruína, por isso é indispensável estudar cada passo profundamente e a informação é crucial, pois necessário se faz que nunca vá para a batalha sem saber o que pode estar contra você.

Parei por instantes, de olhos fechados, dando corda à imaginação, trazendo à tona memórias da infância, onde vivemos com suavidade e tudo que fazíamos era um bálsamo para vida. Vivíamos rodeados de alegria, sonhos, amizades sinceras, compromissos e comprometimentos com a felicidade e honra.  

O tempo passa e, como afirma o poeta Bráulio Bessa, “a vida é uma corrida que não se corre sozinho. E vencer não é chegar, é aproveitar o caminho sentindo o cheiro das flores, ... o futuro é obscuro e, às vezes, é no escuro que se enxerga a direção”.

Olhei para o céu e vi aquela lua que inspira poetas e corações apaixonados, trazendo à tona memórias da mocidade onde a regra era sonhar... e sonhos são inspirações, força para insistir e lutar para conseguir..., sonhos da mocidade chegam a ser sinônimo de lutas, mexem com a alma nos fazendo transpirar ou mesmo transportar para uma realidade futura.

Bessa tem razão quando afirmou que sonhar é ser sempre meio indeciso, meio improviso, meio certo, meio errado, é ter só meio juízo e ser meio doido, pois, na vida, bom é ser meio, porque não tem graça ser inteiro. O inteiro é o completo, não tem o que acrescentar, é sem graça, é insosso, é não ter por que lutar. Quem é meio é quase inteiro e é o quase que nos faz sonhar.

 

Marco Antônio de Figueiredo

Advogado e Articulista do JM

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ. O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.
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