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Uberaba, 16 de maio de 2022 -

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O que será que será

Acordei e fiquei em silêncio, observando o comportamento humano diante dos fatos e atos, tanto os bons quanto as mazelas e catástrofes por esse mundão de Deus.

É madrugada, ao fundo a música de Chico Buarque, “O que será que será”, levando-me a refletir sobre notícias e postagens nas redes sociais, absorvendo que, mesmo vivendo um período incerto de seca e trevas devido à pandemia, encontramos ainda milhares de heróis silenciosos que deixam sua marca de amor, caridade, respeito e maturidade com os outros, ainda que desconhecidos por nós.

Mesmo diante de “heróis” anônimos, de um esforço descomunal, vemos ainda aqueles que só sabem enxergar defeitos, não movem “uma palha” sequer para melhorar, deprimem e se comportam como tal.

Tais atos me fazem ir de encontro aos versos da música de Chico Buarque quando diz “o que será que me dá, que me bole por dentro, o que será que me dá, que brota à flor da pele, que me sobe às faces e me faz corar, que me salta aos olhos, que me aperta o peito e me faz confessar, que não tem mais jeito de dissimular, que nem é direito ninguém recusar, ... pois não tem medida, nem nunca terá, o que não tem remédio, nem nunca terá e que não tem receita”.

Apesar do silêncio que vivo neste momento, sei que vivemos em um mundo frenético e imparável, com suas nuances e choques, com acontecimentos cruéis, às vezes insanos, com desastres naturais, momentos surreais e contraditórios e guerras em busca de poder.

Já estamos começando a sentir os efeitos provocados pelo coronavírus no comportamento das pessoas, tais como a repulsa por usarem máscaras. Vemos também outras “máscaras” caírem das faces de multidões, mostrando quem é quem.

Vemos políticos tratando vidas como números enquanto outros tentavam de maneiras assertivas para não permitir o colapso no sistema de saúde.

Mas, infelizmente, muitos ainda não saíram do “caminhão” da campanha eleitoral, usando as redes sociais para destilarem o veneno da derrota através de xingamentos.

Por outro lado, vemos também uma série de boas ações entre empresas e Poder Público, associações, igrejas, famílias, bancos, ONGs, agentes culturais e grupos variados da sociedade unindo-se para solidarizar e amparar amigos, vizinhos e até desconhecidos, de forma material e espiritual, ressuscitando um pouco da humildade e dignidade que estavam massacrados pela vida desenfreada do cotidiano que vivemos.

Amanheceu... mais um dia para agradecer, assim como as novas oportunidades para uma vida melhor... no passado, as oportunidades se foram, agora elas são reais.

No agora é que eu escrevo minha história do futuro.

Marco Antônio de Figueiredo - Advogado e articulista - marcoantonio.jm@uol.com.br

 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ. O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.
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