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Uberaba, 21 de junho de 2021 -

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Marco Antônio de Figueiredo

Um Olhar, o Tempo e a Razão

Nos dias atuais, não sei se motivados pela pandemia, se observarmos com atenção, veremos que é grande a dificuldade existente nos relacionamentos interpessoais. É como existisse um abismo enorme entre as pessoas, as quais não conseguem mais conversar ou dialogar.

É visível o medo ou receio de se “mostrar”, brotando uma barreira invisível e intransponível, principalmente nos relacionamentos virtuais dos grupos em redes sociais.

São tantos artifícios usados e expressões criadas, quando não, fazendo as pessoas não assumirem sua própria identidade, escondendo suas fotos ou usando desenhos e memes.

Escrevi um artigo, também já publicado no Jornal da Manhã, sobre as consequências que poderiam atingir a todos nós, provocadas pelo medo, clausura, falta de relacionamento pessoal e social, o afloramento da depressão, mau humor, pânico, raiva, sentimentalismo exacerbado, gula, fome, lágrimas e aquele sentimento maldoso que pode semear a calúnia e sofrimento. Já estamos vivenciando estes sentimentos...

O que mais vemos hoje nas pessoas é o uso de “máscaras”, sejam elas para proteger da pandemia, para proteger do vírus da falsidade ou mesmo para disfarçar o reconhecimento do outro sobre si.

Sem muito esforço, veremos que a grande maioria das pessoas se esconde cada vez mais no mundo virtual, nos sites de relacionamento, no anonimato das fake news, usando e abusando do olhar errante, andarilho, que adormece no relento das planícies do indesejado, escorregando pelas encostas das sombras da verdade.

O momento é este... temos que parar e refletir... há mais pedras no caminho do que se era esperado... da forma em que se encontra nossa sociedade, fica patenteado que não estamos em ordem, mas em fila para o caos. Temos que nos comprometer, optar pelo certo, envolver e nos responsabilizar.

Temos sim que ter liberdade, mas com responsabilidade e cumprindo o compromisso da coerência, lealdade e comprometimento.

É hora de “recuar para avaliar e repensar! Às vezes nos expressamos e a leitura do outro não é como imaginamos. Certezas nem sempre reais e barreiras impedem de enxergarmos o mais simples... não escutamos porque o que importa são verdades criadas e autenticadas por nós mesmos.

Insistir ecoa como afronta e o melhor é recuar e deixar que o tempo possa agir de forma sábia ... apagando o que não é relevante e certificando o que realmente importa.

O tempo e a razão serão o respaldo, mas a pulsação é que será o termômetro para retomar e insistir ou desistir e seguir.” Ozana Ramos.

Marco Antônio de Figueiredo
Articulista do Jornal da Manhã
marcoantonio.jm@uol.com.br

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ. O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.
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