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Uberaba, 26 de fevereiro de 2021 -

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Marco Antônio de Figueiredo

Diálogo Político

“Devemos sempre debater, mas se alguém arregalar os olhos, gesticular bravamente, salivar, afaste-se e concorde, porque não devemos tocar tambor para maluco dançar. Agora, se alguém expressar sua opinião, discuta com essa pessoa, mas lembre-se que não dá para salvar todo mundo da sua própria ignorância.” (Leandro Karnal)

Há poucos dias, conversando com o amigo e poeta Balsa Melo sobre as eleições 2020 em Uberaba, ele sabiamente foi preciso em dizer que, por mais que os prováveis candidatos, da majoritária ou da proporcional, tentem tirar de suas mãos as responsabilidades, os desmandos, fracassos e letargia da política atual, ora pondo a culpa em A ou B, a verdade é que durante todo esse tempo eles se moldaram ao que acontecia em sua volta.

Por outro lado, em uma conversa com o Professor José Vandir, olhando a política como um todo, ele fez uma reflexão quanto à política educacional local e arrematou dizendo: “A teoria tem que ser boa, mas imagine ensinando uma pessoa a nadar. É só bater as pernas e braços. Se depois desses ensinamentos teóricos jogar o aluno na água, ele vai se afogar. O mesmo acontece com o ensino fundamental. Está tendo muita teoria e poesia na educação”.

Tenho dialogado diariamente com vários pré-candidatos aos cargos de prefeito e vereador, fato este que permitiu estabelecer uma relação, com lucidez e discernimento, que na prática não existirá espaço para propagação do ódio, do aproveitamento espúrio de oportunidades para obter ganhos na contramão do bem-comum nessas eleições.

Da mesma forma, a ausência do diálogo implicará em descompassos, tanto na campanha de primeiro turno como em um provável segundo turno.

Dialogando com pré-candidatos da chamada oposição, houve unanimidade em afirmar que ficaram inertes por muitos anos, deixando um só grupo ocupar esse espaço por décadas.

Mas, chegou a hora de desfazer, contando com a insatisfação reinante na sociedade, que mais do que nunca está conectada com os acontecimentos, permitindo que se possa defender as ideias de cada um, em vez de atacar as pessoas.

Em todos os diálogos realizados nesses últimos meses com os pré-candidatos à majoritária, houve unanimidade entre os debatedores, onde enfatizaram a importância do diálogo, com diferentes frentes, para utilizar a política como a ferramenta transformadora.

Como uberabense que sou, continuarei minha jornada ouvindo e discutindo o melhor para nossa querida Uberaba, deixando claro que a questão primordial é saber que, através do diálogo, dá para alcançar a vitória, sem abrir mão dos princípios e valores.

Marco Antônio de Figueiredo
Articulista e advogado; pós-graduado em Ciências Política pela UFSC
marcoantonio.jm@uol.com.br

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ. O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.
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