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Coluna do Baleia: Recorde invisível

30/07/2020 - 10:03:37. - Por Reginaldo Baleia Leite Última atualização: 30/07/2020 - 10:03:54.


 A Temporada de 1989 da Fórmula 1 ficou marcada na mente dos brasileiros como a temporada em que a política nos bastidores foi maior que o esporte em si. Uma temporada que terminou de maneira suja e cheias de ameaças. A temporada de 1990 também teve um final ruim, pelo lado esportivo. Mas tudo foi decidido na pista e não na mão da politicagem, e para nós brazucas, foi apenas, o troco.                                                               

 MARCANTE.
Nessa temporada de 1989 tivemos um recorde na categoria que nunca mais foi batido ou igualado, e também foi muito pouco comentado. O número de equipes que se inscreveram para a temporada foi um dos maiores, até então. Esta época, também foi marcada pela volta dos motores aspirados, em tese, com um custo menor do que os motores turbos.
 
BOOM.
Foram 20 equipes inscritas na Fórmula 1.  Naquela época, 30 carros podiam participar do programa do final de semana e somente 26 poderiam largar.  Foi a era das pré-qualificações. Sendo assim, um total de treze pilotos foi obrigado a participar dessas prés que tinham a duração de apenas 60 minutos. E desse total, apenas quatro passavam de fase. 
   
INVISÍVEIS. A grande loucura foi que alguns pilotos nunca passaram da pré-qualificação e outros só o fizeram por uma ou duas vezes.  A grande maioria desses pilotos estava em equipes muito acanhadas financeiramente ou sem qualquer experiência na categoria. (Onix ). Chegamos a um momento de ter equipe com apenas um carro para participar ( EuroBrun ) e logicamente apareceram alguns pilotos pagantes que ajudavam no raquítico orçamento destas equipes.
 
MUDANÇAS NA ESTRUTURA.  A explicação para ter tantas equipes em 1989 foi quando os organizadores decretaram que 1988 seria a ultima temporada com motores turbos alimentados e acrescentou restrições na potencia dos motores. Também em 1988 seria diminuída a capacidade dos tanques de combustíveis.
 
INCENTIVO.
Paralelamente os organizadores criaram os troféus Colin Chapman e Jim Clark para as equipes e pilotos que competiam com motores aspirados. Foi uma medida para incentivar essas equipes já que os motores turbos tinham um rendimento muito superior. A ideia era a de que essas equipes iam adquirindo experiência na categoria para a temporada de 1989.
  
OUTRA MARCA.
Nessa temporada também houve outro numero marcante como a estreia de vários pilotos. Foram oito pilotos:  Johnny HerbertOlivier GrouillardJean AlesiMartin DonnellyEmanuele PirroBertrand GachotPaolo Barilla e J.J. Lehto. Essas medidas que popularizaram o grid, não perduraram por muito tempo já que essas equipes, por muitas vezes, não participavam de todas as provas e assim os poucos patrocinadores que investiram nelas não tinham visibilidade.
 
FRACASSO.
Em 1993, quatro anos depois do boom de inscritos, o numero já era bastante reduzido. Apenas 13 equipes ainda estavam presentes. No GP de San Marino deste ano, haviam apenas 19 carros no grid de largada, e dois largando dos boxes.
   
POUCAS.
Daquelas pequenas sobraram apenas, Minardi e Larrousse. A Arrows foi vendida e aparecia neste grid como Footwork. A Lola fez apenas a primeira etapa de 1989, a Jordan e Sauber estrearam depois de 1989.  
 
LONGEVAS.
No grid atual sobreviveram apenas Ferrari, McLaren e Williams. Esta ultima é outra que pode entrar para o quadro das finadas. A Ferrari é a única que participou da F1 desde sua primeira temporada.
 
Bom final de semana e Cuidem-se! Corram do sedentarismo.
 

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