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Coluna do Baleia: Mudanças radicais

É certo que as equipes, autoridades australianas e patrocinadores foram consultados para que essa decisão fosse tomada

21/03/2020 - 08:50:13. Última atualização: 21/03/2020 - 08:53:27.

Normalmente, estaríamos agora comentando sobre o GP da Austrália. Mas, como todos sabem, não houve corrida. Duas horas antes do primeiro treino, saiu o comunicado do cancelamento. É certo que as equipes, autoridades australianas e patrocinadores foram consultados para que essa decisão fosse tomada.

As entrelinhas. Dias depois, foram aparecendo conversas de como se chegou a essa decisão corajosa. Depois de a McLaren comunicar que não participaria, a Ferrari internamente também oficializou que não participaria. A Alfa Romeu seguiu os vermelhos e a Renault também decidiu não correr. Sebastian Vettel pegou seu avião horas antes de sair o comunicado oficial e Räikkönen, também.

Impasse. A favor da corrida estavam Red Bull, Alpha Tauri, Racing Point e Mercedes. Haas e Williams, equipes clientes, não participaram no início e, depois, seguiram a opinião de seus fornecedores de motores. Chegou-se aí a um impasse até que, segundo a Rádio Paddock, Toto Wolff recebeu uma ligação de Ola Källenius, o novo CEO do grupo Daimler, ordenando que Wolff mudasse sua posição. E assim acabou o impasse.

Todos juntos. Na quinta-feira (19), a cúpula da F1 e FIA se reuniram. E o resultado dessa reunião foi radical e inédito. Foram adiadas seis etapas subsequentes ao GP da Austrália. Sendo assim, o GP mais badalado da F1, Mônaco, possivelmente não acontecerá.

Paulada. Também ficou decidido que o regulamento que entraria em vigor em 2021 foi postergado para 2022. Sendo assim, os carros prateados que dominaram a era híbrida têm tudo para estender seu domínio por mais um tempo. Para disfarçar, disseram que essa medida vai permitir que as equipes ganhem um tempo maior para desenvolver os novos modelos.

Custos. Ficou determinado também o congelamento de elementos como chassis, caixa de câmbio e suspensão, como uma forma de segurar os custos.
Paralelamente, ficou decidido que o teto orçamentário do regulamento de 2021 será imposto na temporada do ano que vem. O limite de custos será de US$175 milhões.
Será que Ferrari, Mercedes e Red Bull vão conseguir ficar dentro desse limite? Afinal, estão acostumadas a gastar três vezes esse limite por temporada.

Comunicado oficial da FIA

“Após um acordo unânime entre FIA, Fórmula 1 e todas as equipes, a implementação das Regulamentações Técnicas, que estava marcada para a temporada 2021, será adiada até 2022.
Todas as partes discutiram ainda a situação do campeonato 2020 e como o esporte irá reagir aos desafios atualmente em curso, por conta da pandemia da Covid-19. Por conta da situação financeira volátil que isso criou, os times concordaram em usar os chassis de 2020 em 2021, com potencial congelamento de outros componentes, que serão discutidos no momento correto.
A introdução e implementação do Regulamento Financeiro vão seguir conforme planejado para 2021 e as discussões seguem acontecendo entre FIA, F1 e todas as equipes a respeito de como avançar de maneira significativa de poupar custos.
Todas as equipes expressaram o suporte pelos esforços atuais de FIA e F1 em reestruturar o calendário de 2020, conforme a situação mundial em relação à Covid-19 se desenvolve.
Todos esses compromissos serão submetidos às estruturas governantes relevantes para a ratificação final.”

Ótimo fim de semana!

 

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