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SOBRE RODAS

Analise bem antes de contratar o seguro do seu carro

Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2017, cerca de 80% da frota nacional de veículos ainda circulava sem ter um seguro simples

14/09/2019 - 00:00:00.

Foto/reprodução


José Juliani (Pantera), com mais de 10 anos de atuação no mercado de seguros em Uberaba, explica que muitas pessoas ainda perdem ativos importantes porque não pagam um custo mínimo para ter o seguro do automóvel evitando as perdas e dilapidação de seu patrimônio


Só quem já teve um carro roubado sabe qual é a sensação de revés, de perda e de incapacidade de reação. O carro estava ali estacionado e na volta só sobrou o espaço vazio. E para piorar, não tinha seguro e a pessoa ainda devia algumas parcelas do carro. José Juliani, corretor de seguros, proprietário da empresa Juliani Seguros, convive muito com este problema. “Independente de quem você é ou onde você mora, certamente estará exposto à violência diariamente”, diz o empresário

“Por mais que você obedeça as leis de trânsito, por mais que pratique direção defensiva, sempre existirão problemas como roubos, acidentes, intempéries, defeitos mecânicos e etc. Imagine como seria o mundo sem seguro de automóvel”. A afirmativa é de José Juliani (Pantera), proprietário da Juliani Seguros, em Uberaba. De acordo com ele, muitas pessoas perdem ativos importantes porque não pagam um custo mínimo de ter um seguro de automóvel para evitar perdas.

ESTATÍSTICAS
Juliani lembra que na última estatística do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2017, cerca de 80% da frota nacional de veículos ainda circulava sem ter um seguro simples. A estatística, ainda que ultrapassada, diz, mostra que um carro é roubado a cada minuto no Brasil; cerca de 400 mil pessoas são feridas em acidentes de trânsito e dessas 47 mil vão a óbito. Ele alerta que se o veículo for roubado, o financiamento não será quitado, a menos que o proprietário tenha um seguro do carro. “A cobertura de seguro de carro mais importante é aquela que você precisa no momento da perda”, exemplifica.

A IMPORTÂNCIA DO CORRETOR
O empresário esclarece ainda que existem vários tipos de seguro para o carro e a maioria das pessoas desconhece o que cada uma dessas modalidades pode oferecer e, por vezes, acaba fazendo o seguro sem a orientação adequada. “Dependendo do perfil, alguns serviços podem ser dispensáveis, barateando o custo final de sua apólice. Também não existe um seguro perfeito para cada pessoa. É preciso analisar com cuidado e conhecer os preços das apólices e das franquias. O mais importante de tudo é ter um corretor de seguros com capacidade técnica para ajudar no fechamento do negócio”, complementa Juliani.

Conheça a seguir, os principais tipos de seguro para o seu automóvel.

SEGURO DE ACIDENTES DE PASSAGEIROS
Entre os tipos de seguro de veículos, esse é próprio para quem trabalha com transporte de pessoas, como táxis, ônibus fretados ou van escolar. Pela legislação de trânsito brasileira, esses motoristas são obrigados a contratar um seguro que cubra danos causados aos passageiros. Essa modalidade não inclui cobertura a avarias no veículo.

PROTEÇÃO CONTRA ROUBOS E FURTOS
Essa é uma modalidade mais básica de seguro, que cobre apenas prejuízos referentes a crimes. Como oferece uma cobertura limitada, essa opção costuma ser mais barata e ter condições mais flexíveis. Ao contratar esse serviço, é importante que você saiba que a indenização só acontece quando o carro não é recuperado ou quando é encontrado com danos que representem mais que 75% do seu valor.

COBERTURA EM DESASTRES
Esse tipo de seguro oferece cobertura contra danos materiais que sejam consequências de calamidades, como raios, explosões, incêndios, enchentes, nevascas, etc. Como se trata de situações bem específicas, o serviço é contratado geralmente em localidades que enfrentem esses riscos com maior frequência.

INDENIZAÇÃO EM PERDA TOTAL
A perda total acontece quando o veículo não pode ser recuperado ou quando o valor necessário para sua restauração é superior a 75% do que ele vale. Nesses casos, a seguradora indeniza o proprietário com o valor integral do carro. Essa cobertura é muito importante para o dono do veículo, já que impede que ele perca todo o seu patrimônio em uma situação de sinistro ou roubo.

SEGURO DE TERCEIROS
Diferentemente dos outros modelos, este tipo de seguro protege somente os danos causados por você a outras pessoas em caso de acidentes. Aqui é possível cobrir danos materiais, corporais e até morais. Este modelo garante que você não precise arcar com nenhum dano causado ao patrimônio alheio, até o limite contratado.

SEGURO COMPREENSIVO
Essa é a opção mais conhecida pelos brasileiros, pois se trata daquele seguro chamado de tradicional ou completo. Pela sua cobertura ele é também o mais caro. Ele reúne quase todas as coberturas citadas até aqui, como acidentes, roubo, furto e indenização a terceiros, além de oferecer assistência mecânica. Ao contratar esse serviço, você tem a proteção total do seu carro e conta com cobertura para situações específicas, como danos a retrovisores, vidros e faróis. Além disso, é possível contratar adicionais, por exemplo: carro reserva, cobertura de acessórios ou assistência 24h com guincho - o que oferece mais segurança nas viagens.

Seguro normal não vale para veículos do Uber 

José Juliani faz dois alertas aos leitores do Sobre Rodas. O primeiro deles é em relação aos pais que fazem um seguro para seu carro e colocam o filho como condutor eventual, mas, na realidade, ele utiliza o veículo mais de dois dias na semana, mesmo que seja para ir à faculdade ou a qualquer outro lugar. “Neste caso, o filho deixou de ser um condutor eventual e passa a ser o condutor principal. Assim sendo, em caso de um sinistro, ele perde a cobertura do seguro. O Art. 766 do Código Civil é bem claro com relação a isso”, explica.

UBER

O segundo alerta de Juliani vem para os motoristas que fazem um seguro normal e que utilizam seus carros para trabalhar em aplicativos transportando pessoas, como é o caso do Uber. “Não pode! Mesmo que seja apenas um pequeno período do dia, este veículo - usado para transporte de passageiro -, não consta na finalidade da apólice do seguro”, relata. Ele explica ainda que, neste caso, quando o carro é usado para deslocar terceiros, o proprietário deve imediatamente informar à seguradora sobre a questão. “O seguro do Uber é diferente do seguro normal. A empresa exige dos motoristas a cobertura para Acidentes Pessoais para Passageiros (APP), pois os carros enquadrados no uso comercial e transporte remunerado estão mais propensos a sinistros. Quem trabalha nesta situação deve regularizar o seguro imediatamente para não ter aborrecimentos nem decepções futuras, encerrou José Juliani.

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