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SOBRE RODAS

Coluna Baleia: GP da Itália

A festa da massa que adorava massa

14/09/2019 - 00:00:00.

O GP de Monza de 2019 foi tudo que os tifoses sonhavam. Cerca de 200 mil pessoas foram ao autódromo no fim de semana. Uma vitória rossa em Monza estava engasgada desde 2010. Leclerc liderou de ponta a ponta e assim conseguiu virar herói no domingo (8) ao conseguir suportar os ataques da dupla dos carros prateados. Foi uma corridaça.

A festa do pódio em Monza é ímpar, uma coisa que só os italianos conseguem fazer. É algo único e bacana de se ver. A paixão dos italianos também pode ser medida no momento em que o Hino deles é executado. Cantam fervorosamente, torcida e componentes da equipe.

Bambino. Charles Leclerc conseguiu em duas semanas bater os invencíveis carros prateados. Na primeira vitória não houve comemorações devido ao luto por Hubert. Porém, tudo que estava engasgado desde a Bélgica foi liberado agora em Monza. E não existe lugar melhor no mundo para vencer com uma Ferrari. Leclerc, agora, é rei na cabeça dos fanáticos torcedores.

Sem norte. Se no Box do carro 16 se vive no paraíso, no Box vizinho, do carro 5, o clima é dos piores. Vettel foi batido por Leclerc nos dois primeiros treinos e na classificação. E ainda largou do quarto posto. Sem falar do seu desempenho na Bélgica.

Bizarro. Nada que está ruim que não possa piorar ainda mais. Depois da surra que levou nos treinos e na Bélgica, na corrida o alemão conseguiu rodar sozinho e ainda completou com uma volta de pista camicase, estragando a corrida de Strool.
Imagine se passa na cabeça de Vettel se vendo batido pelo jovem companheiro de equipe e sentido que de agora para frente a equipe não vai trabalhar em função dele, como aconteceu na primeira fase do campeonato.

$$$$$. Fora a questão da falta de desempenho, existe uma questão muito delicada. Vettel tem um salário de R$152 milhões por ano, enquanto Leclerc ganha R$13 milhões. O alemão se vê cercado por todos os lados. A única saída, agora, é vencer e vencer. Por outro lado, a Ferrari já discute um reajuste contratual para o bambino a partir da próxima temporada. Charles ganhará cerca de três vezes mais do que ganha agora; fora os prêmios.

Primeira. A equipe Renault, pela primeira vez desde que retornou a correr na era híbrida, conseguiu colocar seus dois carros em quarto e quinto posto. Foi a maior soma de pontos conseguidos numa etapa. Ricciardo, quarto, esboçava um sorrisão maior que o de costume. Por falar em Ricciardo, é dele a terceira posição no quesito salarial da F1. R$87 milhões.

Os demais. Albon, desta feita, foi apático; no final, fez o sexto posto. Sérgio Pérez, ao contrário de Albon, fez uma ótima corrida; largou do fim do grid e terminou em sétimo. Max Verstappen foi Verstappen novamente, errou feio e ainda fez oitavo. Giovinazzi, correndo em casa, conseguiu seu melhor resultado até aqui: nono. L. Norris terminou em décimo, depois de largar em P16. E que piloto bom é esse Norris!

Dia ruim. O fim de semana foi dos piores para Kimi Räikkönen. Praticamente tudo que podia dar errado para ele aconteceu. Apesar do azar na classificação, ele saiu inteiro no incrível acidente no Q3. Outro que não tem nada para comemorar a partir do fim de semana é Sainz Jr., que fez um bom sétimo posto na classificação. Apesar de ser atrás dos carros Renault, que normalmente perdem para os da McLaren nesta temporada, o madrilenho ocupava sexto posto quando foi aos boxes e saiu com uma roda bamba.

Curtas:
• A situação que vimos no final do Q3 de Monza foi algo inédito nos 70 anos da F1.
• Nesse fim de semana completaram dez anos sem uma vitória brasileira na F1. A última vitória foi de Barrichello, justamente em Monza. De Brawn.
• Jimmie Johnson, pela primeira vez, fica de fora do “chase”, que originalmente se denominou Play Off, desde que ele foi criado em 2004.

Programação do GP de Misano

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Moto 2 – 7h20 – SporTV
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