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SOBRE RODAS

Perdeu as chaves do carro? O que fazer agora?

Com os anos, elas foram ficando tão sofisticadas e caras que alguns modelos podem chegar a R$ 4 mil

31/08/2019 - 00:00:00.

Basicamente, existem quatro tipos de chaves nos automóveis brasileiros: chaves comuns, chaves canivete, chaves codificadas e chave presencial. Cada uma delas funciona de uma maneira diferente, mas, quando apresentam algum problema, só existe uma maneira de resolvê-lo: procurar um chaveiro de confiança com equipamentos de alta tecnologia.

Sebastião Santos, da SOS Chaves, explica que a chave reserva é fundamental e deve ser guardada em local seguro, bem longe daquela que você usa todos os dias

Não existe nada mais desagradável do que, de repente, você ter a chave do seu carro quebrada por um motivo qualquer ou, ainda, esquecê-la em algum lugar onde você já procurou, procurou e não conseguiu localizá-la. Bate uma angústia, porque, sem a chave do carro, você fica totalmente inoperante. Isso, também, pode lhe causar um prejuízo enorme, dependendo do carro, porque uma nova chave chega a demorar mais de 15 dias para ser fabricada.

Desta feita, o Sobre Rodas foi conversar com o empresário Sebastião Santos, proprietário da SOS Chaves, tradicional loja instalada na avenida da Saudade, 158. A empresa é distribuidora e representante das chaves italianas chamadas Silca.

PREJUÍZO PODECHEGAR A R$ 4 MIL

Sebastião explica que, geralmente, se a chave perdida for de um carro mais antigo, “podemos reproduzir uma igual, sem problemas e em pouco tempo, mas as chaves modernas, que têm um sistema mais complexo, podem levar bem mais tempo para ficar prontas”. Ele explica, ainda, que a perda das chaves pode resultar em um prejuízo de R$4 mil, como acontece com a chave presencial do Toyota Corolla e Hillux ano 2018 em diante, caso sejam perdidas todas as chaves do veículo. De outra maneira, a chave de modelo canivete do carro Chevrolet Onix, que custa aproximadamente R$380, pode ficar pronta em menos de 2 horas. “Marcas de veículos com modelos mais simples tendem a cobrar um preço menor pela chave, além de entregá-la sem muita demora”, esclarece.

TENHA SEMPRE A CHAVE RESERVA

Nosso entrevistado explica que aquela ideia do uso da chave apenas para dar a partida já não existe mais. “Os carros mais modernos agora só saem com chaves codificadas ou presenciais”, esclarece o chaveiro. Ele dá a dica para o nosso leitor: “se você só tem a chave que está usando neste momento, corra agora e faça uma chave reserva, porque, se perder ou quebrar a chave atual, o dissabor será muito grande. Outra coisa: guarde a chave reserva em um lugar fácil de ser lembrado, como, por exemplo, no cofre”, ensina.

PERDEU A CHAVE E AGORA?

Quando a reportagem perguntou o que deveria fazer uma pessoa que perdeu a chave do carro, Sebastião foi objetivo: “procure um chaveiro de confiança, que tenha conhecimento técnico sobre as chaves dos automóveis, porque a dor de cabeça pode ficar ainda maior”. Sebastião entende que “de nada adianta fazer uma cópia se ela ficar falhando e, depois de algum tempo, deixar você com problemas na rua”. “Então, dê sempre preferência a profissionais realmente especializados”, reforça Sebastião. O chaveiro explica, ainda, que existem vários modelos de chaves e cada uma delas tem um processo diferente de conserto: “por isso, a presença de um profissional é importante”.

CHAVE QUEBRADA TEM CONSERTO?

“Normalmente, é possível copiar a chave quebrada porque as partes dela contêm as informações necessárias para que a cópia seja feita”, explica Sebastião. Para o proprietário da SOS Chaves, esse processo vai variar de acordo com o estado da chave e das partes quebradas. Existem outros tipos de chaves, como as chaves codificadas, por exemplo, “que merecem uma atenção especial, porque devem ser colocadas sozinhas em um chaveiro”, diz o especialista. Ainda segundo ele, as chaves codificadas devem ficar longe de outras chaves, de moedas, do cartão de crédito e do telefone celular, pois esses elementos vão danificá-las. “No decorrer do tempo, o magnetismo vai danificando aos poucos a chave”, finaliza nosso entrevistado.

Conheça os tipos de chaves dos automóveis

CHAVES COMUNS

São chaves usadas nos carros mais antigos. Não têm nenhuma tecnologia avançada antifurto. Elas só servem para abrir e fechar o carro e qualquer chaveiro pode fazer uma cópia dessas chaves. Elas são um risco para o proprietário, pois o veículo se torna mais vulnerável a furtos. O proprietário desse tipo de veículo pode se precaver e efetuar a troca da chave para um modelo mais seguro, como uma codificada.

CHAVE CANIVETE

É uma chave de carro mais atualizada. A chave canivete, normalmente, vem de fábrica, mas pode ser replicada por chaveiros. É um tipo de chave mais confortável para carregar no bolso, por exemplo, e não há risco de você quebrá-la caso se sente sobre ela. Esse modelo de chave, porém, pode ou não ser seguro. Tudo depende da codificação utilizada.

CHAVE CODIFICADA

A chave codificada tem um chip que carrega dados importantes para diminuir a chance de ladrões furtarem seu veículo. O mecanismo é mais complexo do que o da chave de carro comum. Como o próprio nome indica, ela possui um código único, que é reconhecido apenas pelo seu veículo. Ao comprar um carro zero-quilômetro, o proprietário do automóvel recebe da concessionária um cartão com todas as informações de código e, também, a chave principal e a reserva. Por isso, nesses casos, os criminosos costumam fazer roubos (presenciais), e não furtos (sem a presença do motorista).

CHAVE PRESENCIAL

Esse tipo de chave funciona através de conexão por radiofrequência. Por ser um tipo de chave mais sofisticado, ele está presente em veículos com um valor de mercado maior. Quanto ao seu design, a chave presencial lembra, e muito, um controle de alarme, onde é possível apenas com um toque abrir e fechar as portas, abrir porta-malas e até ligar o carro. É um sistema bem seguro e, para abrir seu veículo, é necessário que esteja pelo menos a um metro dele, sem precisar apertar qualquer botão. É só se aproximar dele e pronto!

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