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SOBRE RODAS

Brasil ainda tem 2 milhões de carros circulando com airbags defeituosos

Em 2018, donos de carros responderam a menos de 15% do total de convocações feitas

09/02/2019 - 00:00:00.


O defeito principal do airbag da Takata é quando há uma batida mais forte. O deflagrador falha e projeta fragmentos metálicos por toda a cabine do carro, como se fossem balas de revólver, atingindo principalmente o motorista

O UOL trouxe, na semana passada, um levantamento da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) que apontava por meio de pesquisa que o Brasil teve em 2018 quase 3,5 milhões de veículos com airbags defeituosos, todos eles de fabricação da Takata. Segundo a matéria, foram reparadas apenas 44% das bolsas infláveis com defeito, o que representava, na prática, quase dois milhões de veículos circulando pelo país com um equipamento que pode ferir e até matar os ocupantes do veículo. É preciso explicar ao leitor que toda responsabilidade do problema é da Takata e compete às montadoras apenas a comunicação do defeito aos proprietários dos veículos

NÃO SE IMPORTAM
A marca com mais unidades afetadas é a Toyota, pelos cálculos oficiais, com mais de 1,76 milhão de veículos em 12 campanhas apontadas pelo Senacon. A conta da Toyota, porém, é diferente: lista 1.051.734 veículos da empresa com o defeito de airbags. Consciente da gravidade do problema, praticamente todas as montadoras afetadas tentam por todas as formas trazer o cliente de volta para fazer o reparo tão necessário. Diariamente, são realizados vídeos nas TVs abertas, campanhas em mídias digitais, jornais impressos, etc, mas ainda tem muita gente que não dá a mínima para o problema.

MUITAS DIFICULDADES
Ainda segundo o UOL, em 2018, donos de carros responderam a menos de 15% do total de convocações feitas. E o problema aumenta ainda mais porque muitos veículos convocados têm mais de 15 anos de fabricação, como também já mudaram de dono mais de uma vez, o que dificulta às empresas a localização do atual proprietário. Outro fator que prejudica o processo está relacionado à troca de veículos, que se dá, em média, a cada três anos. Portanto, é comum que, com o passar do tempo, os carros mudem de donos, que nem sempre retornam às concessionárias para realizar as revisões. A baixa adesão aos recalls da Takata é um agravante muito perigoso, porque quanto mais o tempo passa mais o deflagrador do airbag pode se deteriorar.

 

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