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SAÚDE

Especialista aborda os riscos do excesso de flúor nos dentes

O flúor é uma das mais importantes ferramentas no combate à cárie dentária. É um elemento químico que...

Última atualização: 16/10/2012 - 17:09:08.

O flúor é uma das mais importantes ferramentas no combate à cárie dentária. É um elemento químico que se concentra nos ossos em crescimento e nos dentes em desenvolvimento das crianças, ajudando a endurecer o esmalte dos dentes de leite e permanentes que ainda não nasceram. É o flúor que ajuda a endurecer o esmalte dos dentes permanentes que já se formaram, mas, se for usado de forma errada ou em excesso, pode ter efeito inverso, causando problemas como a fluorose dentária. A fluorose é caracterizada pelo aparecimento de manchas, em geral esbranquiçadas, podendo ir até o castanho escuro, que aparecem nos dentes por excesso de flúor.
Segundo o cirurgião-dentista Hugo Giovanni Motta Benedetti, o flúor pode ser encontrado em alguns alimentos como frutos do mar, fígado bovino e vegetais, mas em pequenas quantidades. “Por isso as formas artificiais de ingestão de flúor são as mais utilizadas, como a adição de flúor na água de abastecimento público, em complexos vitamínicos e minerais, em cremes dentais, nos sais de cozinha, entre outros. Porém, o grande vilão dessa história são os cremes dentais desapropriados para a idade da criança e a água de abastecimento público com excesso de flúor”, alerta.
O especialista esclarece que a fluorose deixa os dentes mais fracos, mais quebradiços, além de interferir bastante na estética, podendo até levar algumas crianças a sofrer bulling nas escolas. “O esmalte dentário é formado pelo mineral hidroxiapatita, que na formação dos dentes pode reagir com o flúor que está em excesso no organismo e formar a fluorapatita, que é a fluorose. Os dentes apresentam linhas geralmente verticais brancas e foscas, podendo ser mais escuras de acordo com o excesso de flúor. Quanto mais flúor, mais escuros ficam os dentes”, afirma o dentista Hugo Benedetti.
No entanto, o cirurgião revela que evitar o problema é mais fácil do que se imagina. “Para recém-nascidos e crianças de até 5 anos, o recomendável é usar cremes dentais sem flúor, pois nessa faixa etária a criança não sabe cuspir a pasta após a escovação dos dentes e acaba por engolir o produto. Se for um creme dental para adultos, irá juntar-se com o flúor proveniente de outras fontes no organismo, causando a fluorose. Dos 5 até os 8 anos, a recomendação é utilizar pasta para crianças, que têm 500 ppm de flúor, e, após essa idade, usar o creme dental adulto, que tem 1.500 ppm de flúor”, frisa. O especialista informa, ainda, que pelo menos duas vezes ao ano é interessante fazer uma consulta com o dentista de sua confiança para uma avaliação geral da boca. “O profissional irá detectar possíveis problemas, como cáries, doenças da gengiva, língua, bochechas e lábios, halitose, câncer bucal, entre outras. E, se necessário, fará uma aplicação de flúor ou outros tratamentos indicados”, completa o cirurgião-dentista Hugo Benedetti.
 

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