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SAÚDE

Ministro Joaquim Barbosa apela para tratamento PRP

Atormentado por dores na coluna, o ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do Mensalão e futuro presidente do Supremo Tribunal Federal, está em tratamento...

Última atualização: 08/11/2012 - 11:09:55.

  • José Fábio Lana destaca que pesquisas têm demonstrado que o PRP acelera a cicatrização de tecidos moles e ósseos

Atormentado por dores na coluna, o ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do Mensalão e futuro presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), está em tratamento “alternativo”, em Dusseldorf, na Alemanha, desde o dia 29 de outubro. É onde está sediado o Centro de Medicina Integrada Boewing-Molsberger, especializado em tratamento inovador de coluna, baseado em aplicações de plasma rico em plaquetas (PRP).
De acordo com o ortopedista especialista em Medicina Esportiva e Regeneração Tecidual, José Fábio Lana, a técnica já é desenvolvida e aplicada em Uberaba, através de pesquisas realizadas em parceria com a Universidade de Campinas (Unicamp), desde 2007. O médico destaca que é um procedimento seguro e que tem garantido rápida recuperação de lesões músculo-esqueléticas, primeiramente em atletas e que depois se expandiu para o tratamento de outras doenças envolvendo a área. “Os pacientes respondem muito bem ao tratamento e a maioria volta a realizar atividades físicas sem nenhuma dificuldade”, explica.
O especialista esclarece que o PRP é um preparado feito com o sangue colhido do próprio paciente, o que impede rejeições. “O sangue é centrifugado e a porção inferior do plasma, que é rica em plaquetas, é separada para a aplicação na região lesada. Pesquisas têm demonstrado que o PRP acelera a cicatrização de tecidos moles e ósseos, por meio da liberação de fatores de crescimento plaquetários que reúnem células novas e dão um importante suporte no processo de regeneração tecidual”, frisa.
Na ortopedia, o plasma rico em plaquetas é bastante utilizado nos casos de tendinites e tendinopatias crônicas, cirurgias de reconstrução ligamentar do cruzado anterior, pós-artroscopia para o tratamento de lesão da cartilagem articular, lesão do menisco, como coadjuvante no tratamento da osteoartrite do joelho, bursites do quadril, pubalgia e até artrose. Além disso, a técnica é utilizada como cola autóloga em cirurgias, para evitar sangramentos, hematomas e estimular a cicatrização, e existem diversos estudos clínicos verificando o potencial terapêutico do PRP para outras doenças músculo-esqueléticas.
Como o plasma é preparado com o sangue coletado do próprio paciente, não há reações alérgicas ou imunológicas. “Trata-se de usar o potencial de cicatrização de cada indivíduo em favor dele mesmo. Tem sido utilizado especialmente nas lesões musculares e tendinites em geral. Há também a indicação como coadjuvante na cirurgia ortopédica de uma forma geral”, completa José Fábio Lana.
 

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