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Uberaba, 16 de junho de 2021 -

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Organização Mundial da Saúde admite estresse como epidemia

Epidemia global. É assim que a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece o estresse, uma doença que atinge mais de 90% da população do mundo.

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- Por Faeza Rezende

Epidemia global. É assim que a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece o estresse, uma doença que atinge mais de 90% da população do mundo. Irritações no trânsito, excesso de trabalho, falta de descanso e até mesmo falta de uma ambiente familiar favorável. Vários fatores podem levar ao problema, que, se manifestado em graus elevados, se torna responsável por um desequilíbrio do organismo e pelo aumento dos casos de outras patologias, inclusive fatais.
 
Segundo a psicóloga Regina Basílio, o estresse é uma condição humana natural e, em grau mínimo, é importante e necessário para a vida. “Popularmente, as pessoas falam em matar um leão por dia. E é com certo grau de tensão/estresse que criamos condições para sobreviver, que temos ânimo e coragem para trabalhar e para enfrentar as diversas situações do dia-a-dia”, conta.
 
Por outro lado, condições desfavoráveis, sejam elas do ambiente profissional, familiar ou social, podem levar a um grau “negativo” de estresse, que desequilibra todo o organismo humano, propiciando o aparecimento de diversas doenças. Conforme ressalta a especialista, com o nível elevado de tensão, o corpo sofre com grandes movimentações fisiológicas, entre elas o aumento da adrenalina no sangue, alterando os sistemas que compõem o organismo, como digestório, imunológico, circulatório e respiratório.
 
Um estudo publicado este ano pela European Heart Journal, por exemplo, constatou que empregados que sofrem de estresse crônico têm 68% mais chance de desenvolver doenças cardíacas. Além disso, diversos levantamentos garantem que o problema aumenta o risco de desenvolvimento de cânceres e até mesmo doenças oculares.
 
“Sabemos que o grau de estresse é prejudicial quando começa a interferir no equilíbrio do corpo humano. E dois sinais importantes da saúde são o sono e a alimentação. Quando essa tensão compromete o sono, causando hipersonia ou insônia, e a alimentação, levando a um apetite exagerado ou a inapetência, o estresse está a um nível preocupante”, alerta a psicóloga, acrescentando que nenhuma pessoa está livre do problema, já que até bebês podem sofrer de estresse.
 
Regina garante que é possível fazer a prevenção e o controle do estresse, que, segundo ela, tem fatores desencadeantes muito similares aos da depressão. Para isso, a precaução do problema deve seguir as regras da OMS, que entende como saúde o bem-estar biopsicossocial e espiritual. Assim sendo, a recomendação é aliar lazer, trabalho, alimentação saudável, exercícios físicos regulares, descanso/sono suficiente, ambiente familiar favorável (harmonioso, em que a pessoa se sinta amada), além da fé. “O lado espiritual é uma faceta importante, pois uma série de coisas transcende a possibilidade clínica. A medicina não foi criada para imortalizar as pessoas, e sim para protelar a vida com a melhor qualidade possível”, defende a psicóloga.
 
A especialista conclui informando a receita da saúde perfeita. “Devemos seguir uma lógica que escutei certa vez. Para o homem ser perfeito, ele precisa ter 25% de criança, pela espontaneidade; 25% de adolescente, pela virilidade; 25% de adulto, pela maturidade, e 25% de idoso, pela experiência e sabedoria”, avalia.

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