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Uberaba, 25 de setembro de 2021 -

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Aparelhos eletrônicos e danos à visão: quais são os riscos e como evitá-los?

Especialista orienta sobre cuidados a serem adotados em momentos de trabalho ou lazer

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28/07/2021 - 18:58:39. Última atualização: 28/07/2021 - 18:59:38.

Em um momento em que as reuniões e encontros estão sendo realizados de forma online, o tempo em que as pessoas passam em frente às telas é cada vez maior. Além da readaptação à nova realidade, alguns especialistas alertam para os cuidados com a saúde, inclusive no que se refere ao contato com luzes artificiais, como aquelas presentes nas telas de computadores e celulares, por exemplo.

Sobre o tema, o oftalmologista do Sistema Hapvida/RN Saúde Roberto Pinto Coelho (CRM 71241), apresenta um panorama geral para os possíveis problemas oculares causados pelo excesso das telas. “Quando você trabalha em um computador, seus olhos precisam se concentrar e focar o tempo todo. Eles se movem para frente e para trás conforme você lê. Todos esses trabalhos exigem muito esforço dos músculos oculares. E ainda temos alguns agravantes, ao contrário de um livro ou pedaço de papel, a tela adiciona contraste, cintilação e brilho. Além do mais, está provado que piscamos com muito menos frequência quando usamos um computador, o que faz com que os olhos sequem e a visão fique turva periodicamente durante o trabalho”.

Como forma de se atentar aos danos causados à visão, Coelho cita alguns possíveis sintomas relacionados aos problemas oculares. “Visão embaçada, visão dupla, olhos secos e vermelhos, irritação ocular, dores de cabeça e dor no pescoço e nas costas. Os problemas oculares causados pelo uso excessivo do computador não são um problema específico, inclui uma gama de fadiga ocular e desconforto. Pesquisas mostram que entre 50% e 90% das pessoas que trabalham em uma tela de computador apresentam pelo menos alguns sintomas”, completa o especialista.

Para reduzir estes possíveis danos, o oftalmologista sugere algumas mudanças na rotina. “Altere a iluminação ao seu redor para reduzir o efeito na tela do computador. Se a luz de uma janela próxima brilhar, mova o monitor e feche as cortinas. Outro ponto importante é a posição do monitor. O ideal é que ele fique um pouco abaixo do nível dos olhos, cerca de 50 a 28 polegadas de distância, ou seja, mais de 70 cm do rosto. Você não deve esticar o pescoço ou forçar os olhos para ver o que está na tela”.

“Dê um tempo aos seus olhos. Siga a regra 20-20-20. Desvie o olhar da tela a cada 20 minutos ou mais e olhe para algo a cerca de seis metros de distância por cerca de 20 segundos. Pisque frequentemente para manter os olhos úmidos. Mais uma dica é ajustar as configurações de seus aparelhos. Você não precisa seguir as predefinições instaladas de fábrica se não se sentir confortável. Ajuste o brilho, o contraste e o tamanho da fonte até encontrar o que é melhor para você”.

Por fim, o oftalmologista destaca a importância de se ter um acompanhamento especializado para todas as idades, com o objetivo de reduzir os danos causados pelo uso dos aparelhos. “Visite seu oftalmologista regularmente para fazer exames e manter suas prescrições atualizadas. Informe-o sobre quaisquer problemas que você tenha. Você pode precisar de óculos ou lentes de contato. Ele saberá se você pode usar seus óculos normais para trabalhar no computador ou se precisa de um par especial. Ele poderá prescrever uma lente única ou bifocal, ou material de lente colorida para aumentar o contraste e filtrar o brilho”.

Sobre o Sistema Hapvida

Com mais de 7,1 milhões de clientes, o Sistema Hapvida hoje se posiciona como um dos maiores sistemas de saúde suplementar do Brasil presente em todas as regiões do país, gerando emprego e renda para a sociedade. Fazem parte do Sistema as operadoras do Grupo São Francisco, RN Saúde, Medical, Grupo São José Saúde, Grupo Promed, além da operadora Hapvida e da healthtech Maida. Atua com mais de 37 mil colaboradores diretos envolvidos na operação, mais de 15 mil médicos e mais de 15 mil dentistas. Os números superlativos mostram o sucesso de uma estratégia baseada na gestão direta da operação e nos constantes investimentos: atualmente são 47 hospitais, 201 clínicas médicas, 45 prontos atendimentos, 173 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial.

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