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Dermatite atópica e bullying: como lidar?

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27/07/2021 - 00:00:00.

 Além das lesões e marcas aparentes na pele e da coceira excessiva, pacientes de dermatite atópica (DA) enfrentam, em muitos casos, os reflexos da doença também em sua saúde mental. Na maior parte dos casos, os primeiros sintomas da enfermidade surgem durante os primeiros anos de vida, momento em que geralmente as crianças iniciam sua vida escolar e passam a frequentar ambientes em que o bullying está presente.

Entre 11% e 21% das pessoas sofrem com a DA em todo o mundo, sendo que a faixa etária mais acometida é a infância. Considera-se que 60% dos casos iniciam-se no primeiro ano de vida, principalmente entre três e seis meses de idade, e entre 85% a 90% dos casos até os cinco anos de idade.

Segundo o relatório do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2015, avaliação aplicada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), aproximadamente um em cada dez estudantes brasileiros é vítima frequente de alguma forma de bullying nas escolas. É sabido que qualquer conduta ou aparência que fujam de padrões sociais pré-estabelecidos de beleza e comportamento é um dos principais motivos para ações agressivas sistêmicas entre jovens. Neste contexto, as lesões na pele e coceira demasiada, características da DA, podem incidir em constrangimento e baixa autoestima para os acometidos pela doença.

"A dermatite atópica afeta muito mais do que a pele. Se por um lado o estresse pode ser um gatilho, por outro a própria doença em si gera ansiedade. Além disso, é perceptível em alguns casos a ocorrência de bullying com as crianças e jovens pacientes dessa enfermidade, levando o acometido a adotar um comportamento introvertido e querer muitas vezes se esconder e se isolar. O apoio psicológico é parte importante do tratamento da DA", afirma a dermatologista Paula Ferreira, médica do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

A dermatite atópica é uma doença crônica, mas alguns cuidados podem ajudar o paciente a lidar com seus sintomas da melhor maneira possível. O cuidado contínuo com a pele é fundamental para prevenir crises, controlar as manifestações da doença e garantir bem-estar ao acometido pela DA.

"A pele atópica precisa de atenção o tempo todo. Por isso o paciente precisa ficar atento à hidratação: a pele do paciente com dermatite atópica é sempre mais seca. E a pele seca é sempre mais sensível e vulnerável, por isso usar o hidratante apropriado deve ser um hábito diário, mesmo quando pareça que a pele não precisa. É importante a manutenção ativa: medicamentos de uso tópico atuam de forma preventiva, ajudando a evitar as crises. Se, mesmo assim, a crise acontecer, é preciso a intervenção rápida com o medicamento adequado para controlar a exacerbação e ajudar o paciente a recuperar o equilíbrio", enfatiza a especialista.

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