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Pediatria alerta para o uso abusivo de medicação para tratar TDAH

Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade realmente existe e pode acometer não apenas crianças, mas também adolescentes e adultos em qualquer fase da vida

Última atualização: 06/05/2014 - 11:34:34.

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O papel da escola na identificação do problema é bastante questionado e requer cuidados


Um mundo interativo, conectado 24 horas por dia, e crianças com acesso a um mundo de informações. Este é o cenário atual no qual cada vez mais as crianças têm dificuldade em permanecer sentada numa sala para assistir a uma aula na escola. Seja pela rotina geralmente extensa, seja pela falta de controle de pais e professores, o diagnóstico de hiperatividade e déficit de atenção é cada vez mais comum.

O transtorno do déficit de atenção e a hiperatividade (TDAH) realmente existe e pode acometer não apenas crianças, mas também adolescentes e adultos, com sintomas como agitação, dificuldade de atenção e impulsividade excessivas. Mas como diferenciar o transtorno da agitação normal da idade e ambiente em que a criança vive? “Na prática diária, percebemos que há muita desinformação acerca do TDAH, facilitando suspeitas e até mesmo diagnósticos equivocados, que incidem sobre crianças que são apenas desatentas”, relata o médico Fausto Flor Carvalho, presidente do departamento de saúde escolar da Sociedade de Pediatria.

O papel da escola na identificação do problema é bastante questionado e requer cuidados. Antes de concluir que se trata de TDAH e encaminhar o aluno a psicólogo ou neurologista, a escola pode chamar os pais e conversar sobre a possibilidade de se tratar de um transtorno de aprendizado ou ajustar determinados comportamentos que podem ocorrer no desenvolvimento da criança. Mas o diagnóstico e, se necessário, o encaminhamento a um especialista, só devem ser realizados pelo pediatra, explica o especialista Marun David Cury, membro da Diretoria de Defesa Profissional da Sociedade de Pediatria. “É da abrangência do pediatra confirmar ou não uma possível dificuldade de aprendizagem, déficit ou outro distúrbio, e isso será feito a partir da análise de todo o histórico do pequeno paciente, desde o pré-natal”, afirma o especialista.

Marun Cury revela que em muitos casos pode se tratar apenas de um problema de visão ou de audição, que dificultam a compreensão e o acompanhamento adequado da aula.

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