JM Online

Jornal da Manhã 47 anos

Uberaba, 15 de novembro de 2019 -

BUSCAR EM TODAS AS SEÇÕES BUSCAR
Buscar

SAÚDE

Uso de remédio para TDAH aumenta 75% entre jovens

Mesmo com o aumento, o consumo do medicamento é insuficiente para suprir as necessidades das crianças que...

Última atualização: 22/02/2013 - 10:35:58.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou estudo mostrando que o uso do metilfenidato, medicamento usado no tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), aumentou 75% entre crianças e adolescentes com idade de 6 e 16 anos, de 2009 a 2011. Até os 59 anos, houve aumento de 27,4% no uso do remédio.
Apesar disso, de acordo com o psiquiatra da infância e adolescência Guilherme Polanczyk, membro da Associação Brasileira de Déficit de Atenção (Abda), mesmo com o aumento, o consumo do medicamento é insuficiente para suprir as necessidades das crianças que têm esse transtorno no país. Apenas cerca de 20% das pessoas que realmente precisam estariam recebendo tratamento usado para depressões graves.
O metilfenidato é um medicamento de tarja preta e só pode ser comprado com receita médica. A tarja traz o alerta de que o medicamento pode causar dependência física ou psíquica. Segundo o levantamento da Anvisa, entre os prescritores do medicamento, há um predomínio de médicos que tratam distúrbios estruturais do sistema nervoso em crianças e adolescentes.
Segundo o especialista, estima-se que no Brasil cerca de 5% das crianças e adolescentes sofrem de TDAH e o aumento do consumo do metilfenidato mostra “maior reconhecimento e diagnóstico da doença”. Dificuldade de atenção, de controlar comportamentos impulsivos e hiperatividade são alguns dos sintomas. Mas o médico explica que o diagnóstico do TDAH é complicado por vir acompanhado por dificuldades de aprendizagem, transtornos de conduta e de ansiedade. “É uma doença tratável, a medicina oferece intervenções que melhoram os sintomas e que ajudam bastante no desenvolvimento. Muitas pessoas passam a ser adultos sem TDAH ou com sintomas bem mais leves”, afirma o psiquiatra.
 

Leia mais

DESENVOLVIDO POR Companhia da Mídia