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Cuidado com o intestino: sua imunidade está ligada a ele

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07/11/2021 - 00:00:00. - Por Rafaella Massa

Foto/Divulgação


A imunologista Juliana Ribeiro concedeu entrevista ao Jornal da Manhã

Em tempos de pandemia, causada pelo vírus da Covid-19 que é altamente infeccioso, a preocupação com a imunidade tende a ficar maior. E essa atenção deve começar pelo intestino, já que o órgão é responsável por cerca de 70 a 80% das células do sistema imunológico.

A imunologista e alergologista Juliana Ribeiro conta que é a partir deste fato que as complicações das doenças inflamatórias têm bastante relevância e estão interligadas ao intestino.

“Tudo que nós comemos, precisa de alguma forma entrar para o nosso corpo e ser eliminado. Nós temos formas de eliminação a partir dos rins, dos vasos linfáticos, o nosso fígado também funciona e o nosso intestino tem que limpar, tem que depurar. Então, o ideal é que não fiquemos enfezados, que todos os dias a gente consiga fazer essa limpeza. Porque, se não, a gente deixa produtos que não são bem vindos no nosso corpo, ali e produzindo as vezes metabólitos, dando sintomas. Porque dentro do nosso intestino, tem uma rica flora intestinal, hoje chamada de microbiota”, explica Ribeiro.

A especialista ainda afirma que, para que o intestino funcione de forma correta e não cause inflamações, entre outras doenças, a atenção com a alimentação é essencial. Refeições ricas em alimentos naturais, vindos da terra e sem conservantes, podem ajudar a aumentar a imunidade e prevenir diversas enfermidades.

“Hoje, na nossa alimentação, nós temos alimentos muito processados e ultraprocessados, que são alimentos que o nosso corpo enxerga que não são bem vindos. Todos os alimentos que têm uma duração grande em prateleira de supermercado, por exemplo, não são bem vindos. Porque se ele tá durando muito tempo, ele tem produtos pra fazer conservar mais tempo, produtos para ficar com uma coloração, para não dar um fungo, para não dar uma bactéria, uma contaminação. Então, eles precisaram colocar aditivos. E esses aditivos também acabam contribuindo para matar nossa microbiota, para alterá-la de alguma forma, para fazer com que o nosso sistema imune não fique do jeito que ele tem que ficar. Ele tem que se exercitar um pouco mais para eliminar esse tipo de substância”, analisa Juliana.

Portanto, a grande aposta são os alimentos de verdade, naturais, principalmente os ricos em fibra, carboidrato e proteínas, como as frutas, os vegetais e as leguminosas.

Juliana ainda afirma que não é a nossa pele que é a porta de comunicação do corpo humano com o meio externo, como se pode imaginar, mas sim o intestino.

“Se a gente abre, estica nosso intestino, ele tem aproximadamente o tamanho de uma quadra de tênis. E entra o alimento, entra remédio, entra toxinas, então isso tudo tá em contato com o nosso sistema imune que tá no intestino. E aí o que acontece, quando entram substâncias que não são bem vindas, o nosso sistema imune já fica em alerta. O que é isso? Produzindo citocinas inflamatórias, para tentar nos ajudar, para tentar nos proteger desse agente invasor”, finaliza a imunologista.

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