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Uberaba, 15 de junho de 2021 -

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O que pode levar à intubação um paciente com Covid-19?

Procedimento não é a primeira escolha dos médicos, mas, pode salvar a vida dos pacientes

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13/05/2021 - 00:00:00. Última atualização: 13/05/2021 - 10:15:11.

O termo se tornou um dos mais falados nos últimos meses. Está nos noticiários, boletins epidemiológicos e em rodas de conversas sobre a pandemia. Mas, afinal, o que realmente representa, dentro de um processo de tratamento do novo coronavírus, entubar um paciente? E em quais casos o procedimento é necessário?

De acordo com a médica pneumologista do Sistema Hapvida/RN Saúde, Karoline Bento Ribeiro, a entubação visa manter vias aéreas abertas até o pulmão do paciente para auxiliar na respiração. Afinal, uma das principais sequelas da Covid-19 é o comprometimento das vias respiratórias e dos pulmões dos pacientes.

“O procedimento consiste em passar um tubo pelo nariz ou boca do paciente até chegar na traqueia. Lá, esse tubo é conectado a um respirador e o paciente tem uma ventilação artificial”, explica a médica.

Ela destaca ainda que o procedimento se torna mais comum, a partir do agravamento dos casos. Para se ter ideia, dados da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), indicam que cerca de 63,8% dos pacientes da rede pública que foram acometidos pela doença, precisaram ser entubados.

Entretanto, pelas características do procedimento, essa, geralmente, não é a primeira escolha dos médicos. Em alguns casos, outro recurso pode ser utilizado para melhorar a ventilação do paciente. Conhecida como VNI, a ventilação não-invasiva é o método que facilita a entrada de oxigênio nos pulmões do paciente pelas vias aéreas por meio de uma máscara.

Karoline explica ainda que a entubação só é necessária quando o quadro clínico do paciente evolui para uma insuficiência respiratória hipoxêmica grave. Ou seja, quando o paciente perde a capacidade de respirar sozinho e a frequência respiratória fica elevada. “Quando o paciente está com essa insuficiência respiratória, toda musculatura acessória, que auxilia na respiração, é utilizada com maior intensidade, consequentemente, o nível de consciência do paciente pode ficar rebaixado. Nesses casos, a entubação é indicada para auxiliar na respiração e proteger as vias aéreas, podendo salvar a vida desse paciente”, orienta a pneumologista.

Sobre o Sistema Hapvida
Com mais de 6,6 milhões de clientes, o Sistema Hapvida hoje se posiciona como um dos maiores sistemas de saúde suplementar do Brasil presente em todas as regiões do país, gerando emprego e renda para a sociedade. Fazem parte do Sistema as operadoras do Grupo São Francisco, RN Saúde, Medical, Grupo São José Saúde, além da operadora Hapvida e da healthtech Maida. Atua com mais de 38 mil colaboradores diretos envolvidos na operação, mais de 15 mil médicos e mais de 15 mil dentistas. Os números superlativos mostram o sucesso de uma estratégia baseada na gestão direta da operação e nos constantes investimentos: atualmente são 45 hospitais, 198 clínicas médicas, 46 prontos atendimentos, 175 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial.

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