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Uberaba, 27 de novembro de 2020 -

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Cansaço extremo e esgotamento relacionado ao trabalho podem estar adoecendo você

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11/10/2020 - 00:00:00. - Por Larissa Prata

Reprodução

Psicólogo Carol Costa Júnior explica que a cobrança excessiva por resultados profissionais leva muitos brasileiros à chamada Síndrome de Burnout

Como anda a sua relação com o trabalho? Levando serviço para casa, 24h ligado no grupo da empresa no WhatsApp? Apesar de muitas pessoas não acreditarem, ser workaholic não necessariamente é uma qualidade e pode colocar o profissional em um caminho sem volta rumo à cama de hospital. Por sua característica muitas vezes incapacitante por longos períodos, os transtornos mentais têm gerado grande preocupação, sobretudo na relação laboral. É a chamada Síndrome de Burnout ou esgotamento profissional, que já acomete cerca de 33 milhões de brasileiros.

A principal característica da Burnout é o estado de tensão emocional e estresse crônico provocados por condições físicas de trabalho, emocionais e psicológicas desgastantes, tendo mais incidência em pessoas cuja profissão exige envolvimento interpessoal direto e intenso, sobretudo na área da saúde, onde a doença é altamente limitante para o trabalho. “Profissionais como psicólogos, advogados, jornalistas, professores, carcereiros, entre outros, são muito mais propensos à síndrome de Burnout porque estão em constante movimento, há uma cobrança muito grande e é preciso mostrar muitos resultados em pouco tempo”, analisa o psicólogo Carol Costa Júnior.

Ele ainda comenta que os sintomas da síndrome de Burnout são somente com o emprego. “É quando você chega ao trabalho e simplesmente já não é mais você e começa a ter aquela sensação ruim, vontade de ir embora, de não estar naquele local. E você não consegue entender, porque antes você entrava numa boa, tranquilo, mas com o passar do tempo essa sensação começou a tomar conta de você. Você não consegue mais executar suas tarefas e é exatamente aí que a doença o tornou incapaz para o trabalho”.

Por isso, fique atento a comportamentos que você ou pessoas próximas podem estar adotando, tais quais ausências no trabalho, isolamento, mudanças bruscas de humor, dificuldade de concentração, lapsos de memória, ansiedade, depressão e irritabilidade. “A síndrome de Burnout é ligada ao desgaste, à exigência, àquilo de você estar sendo cobrado o tempo todo.

Principalmente para aquela pessoa que quer sempre mostrar uma alta produção, que consegue fazer tudo, que centraliza tudo. Essa pessoa é um forte candidato ao Burnout, porque ela vai começar a perceber que a cobrança nunca para e ela vai se esquecer dela mesma para exercer as funções pessoais. Ela começa até a ter desleixo pessoal, que também é um dos sinais, e começa a ser engolida pelo trabalho”, alerta o especialista.

Além disso, a síndrome pode estar associada também a manifestações físicas que o corpo tem como forma de alerta de que a saúde mental precisa de atenção: dor de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia, crises de asma e distúrbios gastrintestinais são alguns deles. “O corpo começa a responder com dores musculares, irritabilidade, falha de memória, distúrbio do apetite, isolamento, a própria depressão começa a se manifestar”, finaliza.
 


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