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SAÚDE

Ficou doente? Entenda por que o Google não deve ser o seu consultório médico

02/06/2020 - 00:00:00.

Quem nunca consultou no Google o que o resultado de um exame médico quer dizer ou qual doença pode ser ante a alguns sintomas físicos? Quem sabe, um remedinho que pode resolver o problema para não precisar ir ao médico? O que parece ser simples e rápido pode virar um problema real. Confiar cegamente nos resultados do Google sem consultar um médico e se automedicar podem ser verdadeiramente riscos a saúde. As informações são do CanalTech.

A busca por sintomas e o vício pela ação já tem até nome: Cyberchondriac (cibercondríaco, em tradução livre)

Pesquisadores da Universidade de Waterloo, no Canadá, chegaram a fazer um estudo e concluíram que essas pesquisas sobre sintomas e doenças podem fazer com que a pessoa se sinta pior e ainda menos informada. Isso porque, de acordo com esse estudo, é possível ser vítima de uma espécie de efeito placebo, só que ao contrário. Os resultados da pesquisa também podem confundir e proporcionar suposições errôneas.

Há também os casos em que as pessoas tiram conclusões precipitadas sem sequer abrir os artigos apontados pelo mecanismo de busca. O usuário apenas lê os títulos da primeira página e já relaciona aos sintomas e o que eles podem significar.

Especialistas alertam que, ao analisar os sintomas de forma isolada, muitas vezes eles são inespecíficos. Então, se os interpretarmos assim, as pessoas podem tanto deixar de valorizar um diagnóstico grave e tomar a conduta necessária quando supervalorizar uma hipótese improvável e gerar preocupação, ansiedade e até desesperos desnecessários.

Preocupada com a situação, o Google conta que desde 2016, em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein, mantém uma série de quadros com informações a respeito de centenas das doenças mais buscadas pelos usuários em todo o mundo. Os quadros contêm ilustrações, dados básicos sobre cada doença, sintomas mais comuns e formas de contágio. De acordo com eles, tudo é devidamente curado e revisado por dezenas de médicos. Com essa parceria, o Google é capaz de oferecer um ponto de partida com mais de 1.000 verbetes.

O projeto foi desenvolvido no Brasil, no Centro de Engenharia na América Latina, que fica em Belo Horizonte.
 

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