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SAÚDE

Batendo a "Síndrome do Final do Ano"? 3 dicas para ajustar as expectativas

Caso esteja caindo a ficha que cumpriu muito pouco ou quase nada da listinha de objetivos feita no final de 2018, não lamente

21/10/2019 - 00:00:00. - Por Marília Mayer

Estamos há menos de três meses da virada para 2020 e quanto mais se aproxima o dia 31 de dezembro, a expectativa em relação ao próximo ano aumenta.

Se para alguns cantar “Adeus Ano Velho, Feliz Ano Novo” é motivo de alegria e empolgação, para outros significa tempo de crise. Acredite, a “Síndrome do Final de Ano” é real!

Segundo a psicóloga Priscila Brito, está cada vez mais comum o impacto psicológico causado, especialmente nos jovens, nos finais de ano. A profissional afirma que a maioria das pessoas que sofrem com essa síndrome sentem uma tristeza não explicada, têm crises depressivas e sintomas físicos como cansaço, estresse e desânimo.

“Está chegando um período do ano de muito conflito. Onde, às vezes, tem que estar com a família de uma forma obrigatória e feliz, tem que ter cumprindo meta, faz uma retrospectiva daquilo que viveu e talvez não se sente feliz por comparações e outras coisas”, analisa.

Então, se olhar para trás é desgastante, o segredo para manter o equilíbrio é curtir o momento olhando para a frente. Aprenda ajustar as suas expectativas:

Caso esteja caindo a ficha que cumpriu muito pouco ou quase nada da listinha de objetivos feita no final de 2018, não é motivo para lamentação. O momento pede alguns ajustes.

Em entrevista ao JM Online, a psicóloga Priscila Brito, deu orientações de como podemos passar por isso tranquilamente.

1 – SUA VIDA NÃO ACABOU

É necessário entender que a vida continua após o final do ano. Sim, o fechamento do ciclo pede reflexão, mas não é preciso ser um período de extrema cobrança e frustração.

“A gente precisa entender que o final do ano é uma coisa comum e, às vezes, a gente tem uma expectativa excessiva em relação a isso. Para alguns parece que é o final da vida e não é assim, é simplesmente mais um ciclo que se encerra e que nós humanos criamos no calendário”.

2 – MINIMIZE AS COBRANÇAS E COMPARAÇÕES

Problemas e adversidades no caminho são normais. Seus planos podem ter sido comprometidos com acontecimentos da vida, porém, temos que ter em mente que cobranças são saudáveis até o ponto que nos move e não quando nos paralisa.

“Porque quando a gente vai vendo todo mundo feliz, quando o seu ano não foi muito bom, foi difícil financeiramente ou emocionalmente, se foi um ano de perdas, você olha as pessoas felizes, você olha para as famílias e reconhece que a sua não está tão legal e começa a comparar, tudo isso vai piorando”.

3 – NEM TUDO QUE RELUZ É OURO

É preciso ter metas, mas sempre com a consciência de que pode ou não ser possível cumpri-las. Quando colocamos os nossos desejos no papel temos que estar preparados para o que vai acontecer no ano seguinte e para a possibilidade de alterações. Talvez sua vida não era a mesma que tem hoje no final do ano passado.

“Você está vendo o que é bonito no outro e se sente pior, mas nem sempre aquilo que transparece ser, é, e a gente precisa aceitar nossa realidade”, finaliza a especialista.

2020 está chegando...

E se antes mesmo de terminar de sofrer por 2019 já está fazendo planos para 2020, a orientação é para criação de metas claras e possíveis.

“Faça metas para o próximo ano e façam algo para isso acontecer porque a síndrome tem muito de olhar para situação, ver o que não conseguiu e se sentir frustrado”, conclui Brito.

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