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SAÚDE

Câncer: conheça os tipos mais comuns e ações de prevenção

O diagnóstico da doença é sempre muito difícil, mas algumas mudanças de hábitos podem, em alguns casos, evitar a doença

09/04/2019 - 00:00:00. Última atualização: 09/04/2019 - 14:33:46.

O câncer pode surgir em qualquer parte do corpo, sendo que alguns órgãos são mais afetados do que outros e há tipos mais comuns em homens e mulheres. O diagnóstico da doença é sempre muito difícil, mas algumas mudanças de hábitos podem, em alguns casos, evitar a doença.

Já é consenso entre médicos e na literatura científica que um estilo de vida não saudável estaria associado ao aumento no risco de 20 tipos de câncer. Entre eles estão pulmão, cólon e reto, útero, mama e próstata.

Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e Universidade de Harvard (EUA), publicada em fevereiro na revista Cancer Epidemiology, estimou a proporção de casos e de mortes por câncer que poderiam ser evitados pela eliminação ou redução de fatores de risco no estilo de vida dos brasileiros.

Tabagismo, consumo de álcool, excesso de peso, alimentação não saudável e falta de atividade física seriam os cinco principais motivos que levam as pessoas a serem mais propensas a desenvolver algum câncer.

Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), de 2018, apontam que o câncer de pele não melanoma é o mais comum na população. O tumor mais presente no Brasil corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no País.

Entre os homens, os tipos de câncer mais comuns são próstata (31,7%), traqueia, brônquio e pulmão (8,7%) e colorretal (8,1%). Nas mulheres os tumores mais comuns são de mama (29,5%), colorretal (9,4%) e colo do útero (8,1%).

Confira abaixo como esses tipos de câncer estão relacionados com hábitos de vida e como poderiam ser evitados:

Câncer de pele

A exposição solar inadequada é o principal fator que leva ao surgimento do câncer de pele. Entre as outras causas estão a predisposição genética, a exposição constante a raios X (como radiografias) e a substâncias químicas (como arsênio e outros produtos tóxicos) e ao vírus HPV.

Câncer colorretal

Terceiro mais frequente em homens e o segundo entre as mulheres, o câncer colorretal é uma doença multifatorial. Embora haja fatores genéticos, que são raros, as causas são geralmente externas.

Câncer de traqueia, brônquio e pulmão

Segundo colocado entre os tumores mais frequentes nos homens, o câncer de pulmão tem relação muito forte com exposições ambientais e ocupacionais a carcinógenos.

Câncer de próstata

Segundo o urologista Mauricio Rubinstein, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Minimamente Invasiva e Robótica (Sobracil-RJ), já foi descoberto que, na grande maioria dos cânceres, uma dieta rica em gordura saturada pode aumentar a incidência da doença. No caso da próstata, isso também é válido.

Homens que se expõem a produtos químicos tóxicos, como arsênio, produtos de petróleo, fuligem e dioxinas têm risco aumentado de diagnóstico de câncer de próstata. "Essas substâncias ajudam a promover mutações nas células da próstata, facilitando o aparecimento de um caso de câncer", explica.

Câncer de mama

A idade é o fator de risco mais importante para o câncer de mama. Mas estilos de vida que levam à obesidade, ao sedentarismo e mulheres que nunca engravidaram ou as que deixaram para engravidar mais tarde, acima de 30 anos, também são um risco de desenvolver a doença, segundo a ginecologista Maria Cecília Erthal, diretora médica do Vida - Centro de Fertilidade. O consumo de bebidas alcoólicas também aumenta o risco, assim como a exposição a radiações ionizantes, como a radioterapia.

Câncer de colo do útero

Maria Cecília diz que o fator de risco mais importante para o câncer de colo de útero é a infecção pelo papiloma vírus humano, que é transmitido pelo ato sexual. "Quanto maior o número de parceiros, maior a chance de contrair essa infecção", afirma a especialista sobre fatores comportamentais. No entanto, sabe-se que o uso de preservativo é a única forma de prevenir qualquer infecção sexualmente transmissível. A infecção pela clamídia, bactéria também transmitida pelo ato sexual, aumenta o risco da doença.

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